Ana Macarini

Um brinde a todas as vezes que formos capazes de dizer SIM!

Para cada “não” que às vezes a gente é obrigado a dizer, ou ouvir… abrem-se à nossa frente inúmeros possíveis “sins”, prontos para serem ouvidos, ditos, sentidos e vividos.

O final das coisas, dos capítulos ou das histórias, muitas vezes é rigorosamente necessário para que a gente tenha a oportunidade de ter novos começos.

E quantas vezes, depois que a gente acha que o mundo vai terminar em lágrimas é que não acabamos aprendendo a sorrir de um jeito novo, por uma nova causa ou como consequência da libertação de esforços que foram vãos, em lugares onde já não podíamos mais permanecer, onde já não éramos bem-vindos.

Dizer “sim” significa alargar o peito e ampliar o olhar para além daquilo a que já estávamos acostumados. Dizer “sim” é mostrar ao mundo que estamos vivos, afinal de contas, e que é na vida que estamos interessados.

Um “sim” não pode ser dito com reserva ou timidez. Ele tem que jorrar de dentro da gente com a energia necessária para reconhecer caminhos inéditos e transmutar em possibilidades aqueles sonhos ousados, para os quais a nossa antiga versão julgava não estar pronta.

É nessa hora que cabe um suspiro no lugar da respiração contida, um salto no lugar do passo incerto, um mergulho no lugar de permanências amedrontadas na beirinha de algum lugar, com medo de se molhar.

A terra do “sim” é ampla e cheia de espaços antes nunca visitados. É preciso estar disposto a caminhar descalço, sentir o chão e abrir mão do lugar confortável da falta de ambição afetiva.

É aqui, na afirmação de um gesto de desapego das dores agasalhadas, que tem início a nossa jornada de transformação.

A distância pode ser imensa, entre esse ponto de partida e o lugar onde almejamos aterrissar. Não tem importância… Porque depois de darmos o primeiro passo para longe das negações, não há nada que nos possa fazer querer olhar para trás.

Um brinde a todos as vezes que formos capazes de dizer SIM! Um brinde à nossa coragem de desembrulhar os sonhos, um a um, para que eles possam caber inteiros na nossa vontade de ir mais longe, mais alto e mais fundo nessa maravilhosa experiência que é estar de corpo e alma onde quer que estejamos, desde que seja este o lugar onde escolhemos estar.

Imagem de capa meramente ilustrativa- foto reprodução do filme “La La Land”.

Ana Macarini

"Ana Macarini é Psicopedagoga e Mestre em Disfunções de Leitura e Escrita. Acredita que todas as palavras têm vida e, exatamente por isso, possuem a capacidade mágica de serem ressignificadas a partir dos olhos de quem as lê!"

Recent Posts

Mary Ann Bevan aceitou ser exibida em público, e o motivo tinha relação direta com seus quatro filhos

Durante boa parte do fim do século XIX e do início do século XX, pessoas…

1 dia ago

Algumas das fotos mais interessantes de Diana não são as mais famosas e contam outra parte da história

Poucas figuras públicas foram fotografadas com tanta frequência quanto a princesa Diana, né? Durante os…

1 dia ago

A inesperada ‘revelação’ de uma apresentadora da Fox surpreende os telespectadores

Holly Morris passou 25 anos diante das câmeras da FOX 5, em Washington, e construiu…

1 dia ago

Uma cena sensual virou um dos momentos mais famosos do clássico com Jamie Lee Curtis, e por um detalhe fora do esperado

Quando True Lies chegou aos cinemas, em 1994, James Cameron já tinha no currículo filmes…

3 dias ago

Diana chorou ao se despedir de Charles, mas só anos depois explicou o que tinha acontecido antes

Uma das imagens mais conhecidas do início do relacionamento entre Diana Spencer e o então…

3 dias ago

Após o parto, o silêncio na sala fez esta mãe perceber que algo estava diferente com a filha

Durante a gravidez, os exames de Eliza Bahneman não indicavam que sua filha nasceria com…

3 dias ago