Tenho medo de me olhar nos olhos porque devo-me tanto. Sou ainda aquela menina que sente o peso do mundo nos ombros. Sou aquela menina que sonhava com a igualdade de oportunidades no mundo todo, que almejava talvez mais do que alguma vez poderia alcançar. Sou aquela menina para quem ainda custa acreditar que tanta maldade pode existir num único ser-humano mas que se recusa a acreditar que esse alguém não pode mudar.
Sou a menina que sonha mudar o mundo pela força de um papel e de uma caneta, mas também pela voz e o exemplo. A mulher que hoje vos escreve deve muito a essa menina cheia de sonhos. Deve ao mundo mais entrega, mais empenho, mais esforço e dedicação ainda que seja só para mudar o mundo de alguém.
Quero um dia olhar nos olhos da menina que fui e dizer: Eu cumpri! Fiz tudo o que estava ao meu alcance para ser uma pessoa melhor e despertar bons sentimentos nos outros. Fui fiel a mim mesma, às minhas convicções e procurei concretizar todos os meus sonhos…
Devo-te o mundo Marline. Devo-te a tranquilidade e a força necessária para realizares os teus sonhos, a força de vontade, a coragem e a resiliência sem os quais de nada vale sair do sofá. A mulher que sou hoje está a deixar os dias passarem por si com medo de viver, medo de estar, medo de ser e sentir-se tal e qual como é.
Marline menina: ensinaste-me como ser feliz e grata todos os dias e por isso quando a tristeza começou a querer apoderar-se dos meus dias quis voltar ao passado para recuperar-te e voltar a ser o que até então tinha sido: feliz! Não consegui. E pensei, durante muito tempo, que estava a travar uma luta interna para trazer de volta aquela pessoa que fui. Não estava ou melhor, já não estou. Travo uma luta interna sim mas não para ser a Marline de ontem, mas para ser quem sou hoje. A Marline de hoje, de agora, que está ausente de si mesma. Mas sobre isto escreverei noutra oportunidade.
À Marline menina, à Marline mulher e à Marline do futuro quero apenas dizer que tudo farei para não vos desiludir. E não vos desiludir é não esquecer o meu propósito no mundo, o meu sentido de contributo. A minha maior alegria, o meu maior reconhecimento, seria um dia alguém dizer: O mundo hoje está melhor porque tu viveste. E aí sei que tudo terá valido a pena.
Marline Pereira
1 De Novembro de 2015.
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