Marcel Camargo

Sabedoria é optar pela dor que o tempo pode curar

Como dizem, a vida é feita de escolhas, as quais fazem parte de nossos dias, desde que acordamos, até o momento em que dormimos. Muitas vezes, inclusive, não teremos opções tranquilas, pois estaremos em frente a uma encruzilhada cujos caminhos inevitavelmente carregam sofrimento, ou seja, em certos momentos, não podemos fugir à dor. Cabe-nos, portanto, optar pela travessia menos dolorosa, cujas feridas serão cicatrizadas com o tempo.

Manter um relacionamento à força ou desistir? Tentar mudar o parceiro ou aceitar que ele não muda? Continuar num emprego sem perspectivas ou partir para outra? Continuar investindo na amizade que decepciona ou cortar relações? Muitos serão os dilemas que enfrentaremos e que não nos darão nenhuma alternativa tranquila, quando teremos que enfrentar a dor, não importa qual escolha fizermos. Nesses casos, optar pelo sofrimento que certamente passará será o melhor a se fazer.

Em vez de manter um sofrimento sem fim, por medo da dor do rompimento com pessoas que não nos fazem bem algum, é melhor enfrentar alguns meses de coração machucado, que o tempo curará. Romper com um amor, com um amigo, com um trabalho, certamente será doloroso, porém, trata-se de ferimentos que os dias e meses amenizam. Por outro lado, continuar preso ao que machuca implica dor sem fim, lágrimas diárias, escuridão eterna. Para que optar por sofrer sem parar?

Escolher pelo que poderá ser superado, ainda que haja escuridão a ser enfrentada, nunca poderá ser pior do que viver uma vida de dor, lamentando o que poderia ter acontecido, caso tivéssemos a coragem de lutar pela nossa felicidade. Nós nos acostumamos a tudo e, infelizmente, também nos acostumamos com o que nos faz mal. Não podemos é nos permitir o apego ao que só acumula sofrimento dentro de nós. Isso adoece, diminui, inferioriza, anula.

Acordar, tendo um caminho dolorido a ser percorrido, mas na certeza de que tomamos a atitude certa em relação às pessoas erradas, sempre será melhor do que acordar, diariamente, sabendo que os dias que virão serão os mesmos, recheados de lágrimas e de decepções, junto a quem não muda, ao que nunca mudará. A escolha será sempre nossa e teremos que lidar com ela enquanto vivermos.

Imagem de capa:Master Cowley/shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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