Por Gustl Rosenkranz
Como tenho a mania de querer entender as coisas direito, resolvi fazer um experimento no Facebook: criei dois perfis fictícios, com dados semelhantes, com diferença somente na foto: um com a foto de uma pessoa branca e outro com a foto de uma pessoa negra. Em seguida, escolhi aleatoriamente vários usuários brasileiros e enviei solicitações de amizade com os dois perfis, sempre para as mesmas pessoas, ou seja, cada usuário escolhido por mim recebeu sempre dois convites: um da pessoa branca, outro da pessoa negra. Tentei misturar o máximo possível os perfis escolhidos para enviar convites, homens, mulheres, gente de todas as raças e idades. E confesso que o resultado não me surpreendeu.
Não demorou muito para a coisa ficar evidente. Pouco tempo depois de eu enviar o último convite, a pessoa branca tinha mais de quinhentos “amigos”. Já a negra tinha somente trinta e teve o perfil bloqueado pelo Facebook por ter mandado convite a pessoas que não conhecia. A pessoa branca foi muito bem-vinda, recebendo até mensagens simpáticas, enquanto que o perfil com a foto de uma pessoa negra foi denunciado. É claro que este experimento não foi nenhum estudo empírico sobre o racismo em redes sociais, mas bastou para que eu tirasse minhas conclusões. Agora tire as suas.
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