Queremos um relacionamento e não um pai para o nosso filho

Por Jéssica Bórnia

Primeiro de tudo e mais importante: Parem com essa ideia ridícula que as mães solteiras  querem a todo custo construir uma família e por isso procuram desesperadamente alguém. Isso não passa de uma ideia construída por preconceitos machistas da sociedade que ainda vivemos.

Ter um filho não as torna menos atraentes,  ou mais problemáticas. Ter um filho não dificulta um bom papo e uma boa companhia. Ter um filho não é um empecilho e muito menos um problema para você conhecê-la melhor. Ter um filho não muda o caráter, os gostos, o cheiro, a beleza. Ter um filho não muda quem ela é. Muda apenas o coração dela. Ela aprende a amar como muitos ainda não sabem.  Ter um filho não é sinônimo da busca incessante de alguém que venha para ocupar o papel de pai e completar uma família. Não da pra julgar alguém simplesmente por ter um filho e colocar isso como barreira para viver algo que nem se sabe como será.

As mulheres, assim como os homens também, buscam um relacionamento que venha para somar e mudar suas vidas. Aquela pessoa que mexa com seus sentidos e sentimentos. Que chegue para finalmente ficar. Que some, mude e construa. Queremos uma família, um aconchego, um amor. Nada mais que isso. É preciso quebrar preconceitos e julgamentos, é preciso arriscar, sem medo, sem receio.

Por isso, entenda de uma vez por todas, mães solteiras NÃO querem um pai para seus filhos, elas querem um relacionamento assim como qualquer um.  Deixe que da educação e da criação dos filhos elas mesmas cuidam, pois admiravelmente – em minha opinião – elas são incrivelmente capazes de serem mães e pais ao mesmo tempo. Elas não precisam de um homem que venha e faça – ou tente- um papel fantasioso de pai e marido ideal, elas precisam de AMOR, só isso.

Estar com uma mãe solteira é mais do que simplesmente assumir um relacionamento qualquer, é preciso muita coragem para assumir o amor por uma mulher assim. E se você já deixou escapar uma dessas pelo simplesmente medo de “não querer tanto compromisso” e não se “sentir preparado para ser pai”, meu profundo sentimento de pena por você não ter tido a capacidade de ser maior e melhor que tudo isso. Aos que encararam os sentimentos e deixaram pra trás aqueles preconceitos mesquinhos, meus parabéns, tenho certeza que não se arrependeram e viveram momentos incríveis.

Por isso meus queridos, pelo amor de Deus, se você se apaixonar por uma mulher dessas, esqueça essa historinha pra lá de ultrapassada e agarre com todas as forças essa grande oportunidade. Viva. Ame. Se jogue e depois me conte se valeu a pena.

Jessica Bórnia

Uma jovem apaixonada pela vida e pelo amor de ser mãe. Leitora de tudo aquilo que engrandece o coração. Dramática, neurótica, impulsiva. Otimista de carteirinha. Acredita no poder da fé, das amizades e de um grande amor. Apaixonada por historias com finais felizes. Aprendiz de blogueira

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