Existe uma ideia muito comum — e silenciosamente cruel — de que sofrimento emocional melhora apenas com esforço pessoal.
“Seja forte.”
“Pense positivo.”
“Supere.”
Mas muitas pessoas vivem a frustração de tentar exatamente isso… e perceber que a dor continua ali.
Segundo a psicóloga Josie Conti, isso não acontece por falta de força — e sim porque algumas dores emocionais não são criadas apenas pelo presente.
“Existem sofrimentos que não nascem do que está acontecendo agora. Eles nascem do que a pessoa precisou viver, sentir ou suportar em outros momentos da vida.”
Entender isso costuma ser o ponto de virada para muitas histórias terapêuticas.
Força de vontade funciona muito bem para comportamento.
Mas sofrimento emocional profundo não é só comportamento.
Muitas dores emocionais são formadas por:
experiências afetivas precoces
relações onde faltou segurança emocional
situações em que a pessoa precisou se adaptar para sobreviver emocionalmente
histórias onde sentimentos não puderam existir
Quando isso acontece, o sofrimento não é só um “pensamento errado”.
Ele vira parte da forma como a pessoa sente o mundo.
Como explica Josie Conti:
“Não é falta de força. Muitas vezes é excesso de história emocional não elaborada.”
Muitas pessoas passam anos tentando:
controlar ansiedade
controlar medo
controlar tristeza
controlar padrões de relacionamento
Mas, sem entender de onde isso vem, o esforço vira exaustão emocional.
Uma paciente certa vez descreveu assim:
“Era como tentar empurrar uma porta que estava travada por dentro.”
Porque elas não são apenas reações ao presente.
Elas são memórias emocionais que continuam ativas.
Isso não significa lembrar conscientemente de algo.
Significa sentir hoje algo que começou muito antes.
Segundo Josie Conti:
“O corpo emocional não esquece experiências importantes — mesmo quando a mente já não lembra.”
Aqui costuma acontecer uma mudança profunda.
A pessoa deixa de se ver como:
“fraca”,
“sensível demais”,
“quebrada”.
E começa a se ver como alguém que viveu experiências que deixaram marcas emocionais reais.
Psicoterapia não é só “dar dicas para lidar com sintomas”.
É ajudar a pessoa a compreender como a própria história emocional foi construída.
Isso costuma incluir:
entender padrões emocionais
entender padrões de relacionamento
entender reações que parecem automáticas
construir novas formas internas de lidar com o mundo
Muitas pessoas relatam que passaram anos tentando “vencer” a própria dor emocional.
E só começaram a melhorar quando começaram a entender o que aquela dor estava tentando comunicar.
Como resume Josie Conti:
“Sofrimento emocional não é inimigo. Muitas vezes é uma linguagem da história emocional da pessoa.”
Muda a relação com os próprios sentimentos.
Muda a forma de se relacionar.
Muda a forma de se posicionar no mundo.
E, muitas vezes, o sintoma começa a perder força — não porque foi combatido, mas porque foi compreendido.
Força de vontade é uma qualidade importante.
Mas sofrimento emocional profundo raramente é resolvido apenas com esforço racional.
Algumas dores não pedem força.
Pedem escuta, compreensão e elaboração emocional.
Como diz Josie Conti:
“Quando a pessoa entende a própria história emocional, ela deixa de lutar contra si mesma — e começa a se reconstruir.”
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