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Placa de trânsito com triângulo vermelho e um ponto preto no centro revela alerta que todo motorista brasileiro deveria conhecer

Se você esbarrou na internet (ou numa viagem) com uma placa triangular de borda vermelha, fundo branco e um ponto preto no meio, dá mesmo um “ué”. Ela parece simples demais para ser uma sinalização oficial — e, ainda assim, passa um recado bem direto: você está entrando em um trecho com histórico pesado de acidentes.

Essa placa é vista em alguns lugares do Reino Unido e da Irlanda e costuma indicar o que eles chamam de black spot: um ponto/trecho onde colisões graves acontecem com frequência.

No Brasil, ela não faz parte do conjunto de placas reconhecidas pelo nosso sistema de trânsito. Mesmo assim, entender a lógica por trás do aviso ajuda (e muito) a dirigir melhor por aqui, porque o problema que ela aponta — trecho crítico — existe em qualquer país.

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O que essa placa quer dizer, na prática

A mensagem não tem mistério: “atenção máxima, aqui o risco é maior do que o normal”.

Em geral, ela aparece em locais onde órgãos responsáveis pela via identificaram repetição de ocorrências, como batidas em sequência, atropelamentos ou saídas de pista.

Esse tipo de alerta costuma estar ligado a situações bem concretas, por exemplo:

  1. curva com raio fechado e pouca visibilidade;
  2. cruzamento/entroncamento confuso, com entradas e saídas próximas;
  3. descida longa onde muita gente embala e freia tarde;
  4. pista estreita, acostamento ruim ou inexistente;
  5. mudanças bruscas de limite de velocidade;
  6. trechos com neblina recorrente, iluminação fraca ou sinalização desgastada.

Ou seja: o ponto preto não é “enfeite” nem “símbolo misterioso” — é um atalho visual para dizer que aquele pedaço de estrada já deu problema muitas vezes.

Onde essa placa aparece e por que ela é tão diferente

Ela é associada ao Reino Unido e à Irlanda, em especial como um aviso de perigo reforçado para áreas de maior risco. O desenho minimalista tem um motivo: ser entendido rápido, mesmo por quem não domina o idioma local, e chamar atenção por ser “seca” e fora do padrão de outras placas mais ilustradas.

Outra diferença importante: em alguns lugares, esse aviso pode aparecer como parte de campanhas de segurança viária e, dependendo da região, pode coexistir com outras placas e marcações no asfalto que reforçam o alerta.

Por que essa placa não existe no Brasil

Aqui, as regras de sinalização são padronizadas por normas oficiais e manuais específicos de trânsito. A placa do “ponto preto” não está entre os modelos adotados, então ela não é usada em rodovias brasileiras como sinal oficial.

Isso não significa que o Brasil ignore trechos perigosos — significa só que a comunicação do risco é feita de outro jeito, com placas e recursos que já fazem parte do nosso padrão.

Como o Brasil sinaliza trechos com maior risco

Em estradas brasileiras, o alerta para risco elevado costuma vir por uma combinação de sinalizações, como:

  • placas de advertência (as que avisam curva acentuada, estreitamento, declive, pista escorregadia, interseção, travessia de pedestres etc.);
  • redução de limite de velocidade antes do ponto crítico;
  • tachas refletivas, tachões, sonorizadores e pintura reforçada no pavimento;
  • defensas metálicas, barreiras e melhorias pontuais de geometria;
  • mensagens educativas e painéis eletrônicos (quando a rodovia tem esse recurso).

Em outras palavras: por aqui, o “trecho campeão de ocorrência” não ganha um símbolo único. Ele costuma ser apontado por vários sinais menores trabalhando juntos.

O que todo motorista brasileiro pode aprender com esse aviso estrangeiro

Mesmo sem existir oficialmente no Brasil, o conceito é útil: quando um local tem cara de problema — ou quando a sinalização começa a “gritar” perigo — trate como área crítica e dirija como se estivesse passando por um ponto de risco alto.

Na prática, isso se traduz em atitudes objetivas:

  1. baixe a velocidade antes, não em cima do trecho;
  2. aumente a distância do veículo da frente (colisão em sequência é comum em pontos críticos);
  3. evite ultrapassagens e mudanças de faixa de última hora;
  4. olhe mais longe (varrer a via com os olhos, procurando freios acendendo, cones, buracos, animais, entrada de veículos);
  5. use farol quando fizer sentido (chuva, neblina, baixa visibilidade) e mantenha o carro bem sinalizado;
  6. se a via estiver ruim, priorize controle e previsibilidade: movimentos suaves no volante e no freio, nada brusco.

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Gabriel Pietro

Redator com mais de uma década de experiência.

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