Se você esbarrou na internet (ou numa viagem) com uma placa triangular de borda vermelha, fundo branco e um ponto preto no meio, dá mesmo um “ué”. Ela parece simples demais para ser uma sinalização oficial — e, ainda assim, passa um recado bem direto: você está entrando em um trecho com histórico pesado de acidentes.
Essa placa é vista em alguns lugares do Reino Unido e da Irlanda e costuma indicar o que eles chamam de black spot: um ponto/trecho onde colisões graves acontecem com frequência.
No Brasil, ela não faz parte do conjunto de placas reconhecidas pelo nosso sistema de trânsito. Mesmo assim, entender a lógica por trás do aviso ajuda (e muito) a dirigir melhor por aqui, porque o problema que ela aponta — trecho crítico — existe em qualquer país.
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A mensagem não tem mistério: “atenção máxima, aqui o risco é maior do que o normal”.
Em geral, ela aparece em locais onde órgãos responsáveis pela via identificaram repetição de ocorrências, como batidas em sequência, atropelamentos ou saídas de pista.
Esse tipo de alerta costuma estar ligado a situações bem concretas, por exemplo:
Ou seja: o ponto preto não é “enfeite” nem “símbolo misterioso” — é um atalho visual para dizer que aquele pedaço de estrada já deu problema muitas vezes.
Ela é associada ao Reino Unido e à Irlanda, em especial como um aviso de perigo reforçado para áreas de maior risco. O desenho minimalista tem um motivo: ser entendido rápido, mesmo por quem não domina o idioma local, e chamar atenção por ser “seca” e fora do padrão de outras placas mais ilustradas.
Outra diferença importante: em alguns lugares, esse aviso pode aparecer como parte de campanhas de segurança viária e, dependendo da região, pode coexistir com outras placas e marcações no asfalto que reforçam o alerta.
Aqui, as regras de sinalização são padronizadas por normas oficiais e manuais específicos de trânsito. A placa do “ponto preto” não está entre os modelos adotados, então ela não é usada em rodovias brasileiras como sinal oficial.
Isso não significa que o Brasil ignore trechos perigosos — significa só que a comunicação do risco é feita de outro jeito, com placas e recursos que já fazem parte do nosso padrão.
Em estradas brasileiras, o alerta para risco elevado costuma vir por uma combinação de sinalizações, como:
Em outras palavras: por aqui, o “trecho campeão de ocorrência” não ganha um símbolo único. Ele costuma ser apontado por vários sinais menores trabalhando juntos.
Mesmo sem existir oficialmente no Brasil, o conceito é útil: quando um local tem cara de problema — ou quando a sinalização começa a “gritar” perigo — trate como área crítica e dirija como se estivesse passando por um ponto de risco alto.
Na prática, isso se traduz em atitudes objetivas:
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