Marcel Camargo

O primeiro a perdoar é o mais forte, mas o primeiro a esquecer é o mais feliz

Vamos ser sinceros: existem muitas pessoas maldosas por aí, fofoqueiras, querendo ferrar com a vida do outro gratuitamente, apenas para ver o circo pegar fogo por sua causa, embora nunca esse tipo de pessoa assuma sua parcela de culpa em nada. O mundo é difícil, é penoso, a vida vem e derruba do nada cada um de nós e tem gente que simplesmente não se aguenta e destrói com tudo.

Haverá sempre alguém puxando tapetes, espalhando boataria infundada, cercando a vida do outro ardilosamente, pronto para dar o golpe. Haverá sempre quem se acha um nada, quem se odeia, quem se sente incapaz de ser feliz e acaba por desejar que a infelicidade de seu coração contamine todo e qualquer ambiente. Ninguém está a salvo das trovoadas lá de cima e das tempestades aqui de baixo.

Por conta disso, a gente tem que usar o perdão sem parar, quase todos os dias, tentando entender que a maldade do outro faz parte da doença dele. Não podemos, de jeito algum, entrar em tempestades que não são nossas, em escuridões que não fazem parte de nossa jornada, ou enlouquecemos. O perdão, hoje, é uma das melhores estratégias de sobrevivência que existem, porque a gente se decepciona, a gente se machuca demais nesta vida.

Perdoar nos fortalece, porque ele leva embora de nós o que não é nosso e nos deixa mais leves. Perdoar significa entender que cada um somente oferece aquilo que tem dentro de si e, muitas vezes, acabamos esperando muito, mas muito além do que a pessoa pode ofertar. E esse entendimento nos torna mais aptos a perdoar o mal que nos fazem, porque, no fim das contas, o mal que não é nosso acaba saindo de nós, mas fica impregnado irremediavelmente em quem o pratica.

Perdoar, perdoar e esquecer, é assim que nossa lida se torna menos densa, menos pesada. A gente só consegue esquecer de vez o mal quando a gente perdoa. E então a gente deixa para trás aquilo que feriu, que magoou, que foi amargo. E então a gente esquece de vez e abre espaço, aqui dentro, para que novos momentos, novas surpresas, novas pessoas possam nos tornar melhores e mais felizes.

Imagem de capa: Antonio Guillem/shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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