Thamilly Rozendo

O orgulho estraga muita coisa, inclusive o amor.

Imagem de capa: Iakov Filimonov/shutterstock

Quem nunca sentiu aquela sensação terrível de querer pedir perdão, mas sentir uma “força” maior dentro de si que o impediu de se desculpar?

Que atire a primeira pedra quem nunca ignorou quando, na verdade, queria oferecer atenção. Quem tem dificuldade de dar o braço a torcer em uma briga e de ser o primeiro a confessar que errou.

Acontece que o orgulho estraga muita coisa. O orgulho faz você perder quem ama, faz você perder oportunidades e também pessoas. O orgulho faz você se tornar alguém difícil de ser amado, alguém que, por mais que o outro insista, torna-se cada vez mais difícil de resolver conflitos, de dialogar e de fazer dar certo.

O orgulho estraga o amor, a amizade, o trabalho. Porque nada pior do que lidar com alguém orgulhoso, que não sabe reconhecer quando está errado, que não sabe pedir desculpas, que não sabe olhar nos olhos e dizer que sente nossa falta e que nos ama quando não merecemos ser amados.

É difícil porque, quando estamos mal, chateados, nem sempre temos a coragem de sempre correr atrás, de sempre tentar consertar as coisas, e tudo fica pior quando o outro não colabora – e então a gente cansa. Cansa mesmo de insistir, de pedir desculpas e o outro continuar fazendo joguinhos e oferecendo a nós a sua indiferença.

Tome cuidado, porque o orgulho pode fazer você perder muita coisa: o amor de quem o ama por inteiro, o abraço de quem o acolhe no final do dia, o beijo de quem beija com a alma, o sorriso de quem transforma o seu mundo. Cuidado, porque o orgulho torna você outra pessoa. Alguém dominado pela raiva e pelo impulso. Alguém que não sabe perdoar, não sabe resolver e que, nesses instantes de orgulho, parece não saber amar.

O orgulho pode fazer você evitar dizer coisas bonitas, de soar palavras agradáveis naquele dia cansado em que o outro precisa tanto de um gesto de carinho nosso. Esse orgulho bobo aí pode distanciar você de quem realmente se importa, de quem faria de tudo para dar certo.

E, embora você não tenha a escolha de não sentir isso, você tem a escolha de não permitir agir com orgulho. Você tem a escolha de ouvir quem quer falar, de perdoar quem pede perdão, de se desculpar quando errar, porque, acredite, isso é bonito. Você sempre terá a escolha de não estragar tudo.

Thamilly Rozendo

Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.

Share
Published by
Thamilly Rozendo

Recent Posts

Psicóloga Josie Conti explica: o que quase ninguém fala sobre começar psicoterapia

Existe um momento silencioso, pouco comentado, em que uma pessoa percebe que talvez não consiga…

20 horas ago

Psicóloga Josie Conti explica por que algumas dores emocionais não melhoram só com força de vontade

Existe uma ideia muito comum — e silenciosamente cruel — de que sofrimento emocional melhora…

21 horas ago

Psicólogo online fim de semana: quando buscar apoio psicológico fora do horário tradicional

psicólogo online fim de semana, terapia online fim de semana, atendimento psicológico fim de semana,…

2 dias ago

Plantão psicológico online aos domingos: quando o sofrimento emocional não espera o horário comercial

Nem todo sofrimento emocional surge em horários previsíveis. Muitas pessoas relatam que os momentos mais…

2 dias ago

Ajuda psicológica imediata: quando a dor emocional não pode esperar

Há momentos em que o sofrimento emocional não aparece de forma gradual. Ele chega intenso,…

2 dias ago

Atendimento psicológico imediato: como funciona e quando buscar ajuda emocional urgente

O atendimento psicológico imediato é uma modalidade de cuidado emocional voltada para momentos em que…

2 dias ago