Imagem de capa: Lia Koltyrina/shutterstock
Me perdoem os pessimistas, mas eu vivo em constante estado de otimismo, e em alguns momentos, euforia! Não há tempo a perder nem desperdiçar com rancores, lamentos, vinganças ou teorias.
Quando uma coisa ruim acontece, geralmente nos perguntamos porque fomos os premiados, ou, para os mais controladores, por qual razão não foi possível evitar. E para isso não há resposta. Para algumas coisas, nem solução. Resta somente a conformação. Mas não é dessas coisas que estou falando.
Coisas ruins mais corriqueiras, mas ainda ruins, que nos aborrecem, nos desiludem, entristecem, desapontam e nos tornam descrentes… Ingratidão, traição, aquela rasteira inesperada, o tratamento desigual, um esquecimento importante, enfim, coisas ruins.
As coisas em si, não. Mas quem as cometeu, esses são os sujeitos da nossa chateação.
E lá vai o tempo, usado sem qualquer parcimônia, simplesmente para analisar, julgar, condenar e jurar volta aos réus dos crimes que cometeram contra nós.
Porque somos assim. Quando fazemos, pedimos desculpas. Quando sofremos, não gostamos de perdoar. E quando perdoamos, não esquecemos, arquivamos. E vez por outra vasculhamos o arquivo para mantê-lo vivo e ativo.
A única coisa que não temos costume de fazer é agradecer aos mesmos réus, pelo bem decorrente das coisas ruins que nos fizeram. Mas, e se não houver nada de bom? Sempre há, decerto. E mais do que isso, o lado bom das coisas ruins, geralmente é ótimo.
Poderíamos passar toda uma vida sem aprender nada, não fossem as coisas ruins que nos chegam. Elas nos ensinam, nos preparam, nos trazem mais sabedoria do que qualquer livro ou conselho. Só aprendemos o que é o bem, quando entendemos o que é o mal. E então podemos inclusive, escolher.
Nosso desvio é focar somente em quem trouxe a coisa ruim. E ficar com raiva ou tristeza. Tantas vezes nem vale à pena tamanha carga de ressentimento. Cada qual faz o que julga ser melhor, ainda que seja uma coisa ruim.
Ao contrário de buscar razões e penalidades, pode-se tirar o máximo da situação e recolher todas os ótimos ensinamentos decorrentes das coisas ruins.
Dessa forma, até o tempo trabalhará a favor. Não sejamos bobos. Quem perde tempo com revanche é jogador trapaceiro e perdedor. Precisamos aprender até a perder o jogo e ver coisa boa nisso. É o jogo da vida.
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