A socióloga norte-americana Amber Case concedeu uma entrevista muito contundente, nesta semana, ao Jornal Él País. Segundo ela, devemos dar a nós mesmos “espaços para pensar e vivendo experiências reais”.
Conforme publicado, Amber afirma que “chegamos a olhar o celular entre 1.000 a 2.000 vezes por dia. Temos que começar por redefinir nossa relação com a tecnologia: é uma ferramenta, muito útil, mas tem que nos tornar livres. O celular é o novo cigarro: se fico entediada, dou uma olhada nele. Não mande mensagens vazias de emoção, convide seus amigos para um jantar na sua casa.”
Para a socióloga, “Estamos conscientes da quantidade de alertas que nos cercam? Silencie o telefone, desative as notificações. Ponha o celular no modo avião e decida você mesmo quando quer interagir com ele. Recupere o despertador! Carregue um jornal com você, anote o que você faz, as pessoas com quem cruza, o que lhe chama a atenção. O cérebro sofre com a conexão constante. Faça uma experiência se você não acredita: depois de várias horas navegando, seria capaz de recordar o que viu e como se sentiu?”
Ela afirma que é preciso escapar dessa hipnose em que vivemos, já que isso explodiu pela depressão, pela ansiedade. E afirma: “Vivemos constantemente em atenção parcial, nunca estamos presentes, portanto não temos tempo de reflexão.” Ao discorrer sobre o excesso de conectividade, dispara um alerta: “Por estarmos conectados com outros o tempo todo, nos esquecemos de que nós também contamos e que merecemos tempo em silêncio,conectando com nós mesmos.”
No final da entrevista, pondera:
“Se levássemos a natureza em conta, se a imitássemos, se nos inspirássemos nela, faríamos melhores criações e seríamos muito mais felizes. Ela é a melhor designer, sempre foi. Neste mundo industrial, estamos muito isolados, mas ainda podemos aprender muito com a tecnologia para melhorar nossa qualidade de vida.”
Leia a entrevista, na íntegra, no Jornal El País.
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