Que me perdoem outras inúmeras formas de demonstrar carinho, mas o abraço é fundamental para o coração viver pleno. Não há gesto mais bonito do que o abraço. Ele perdoa, consola, ama, faz gentilezas e simplifica tudo aquilo que gostaríamos de dizer e não encontramos palavras. Nele, o tempo é algo à parte. Não se contam os segundos e os minutos do mesmo modo, pois existe uma espécie de união afetiva capaz de manipular o sentido de passagem, onde os instantes ganham explicações e confortos.
Como é bom abraçar e ser abraçado. Abraçamos por querermos aproximar amores e somos abraçados por estarmos dispostos a recebê-los. Uma melodia de braços que se confundem e fazem falta quando espaçados. Abraço completa. Viver um único dia na solidão desse carinho é a pior coisa que se pode vivenciar. Porque o abraço não é exclusivo aos membros. Ele também é descrito no cheiro de quem está ao encontro, e ainda mais na intimidade encontrada quando rostos diferentes criam sintonia. Um acordo sem cláusulas, um compromisso sem obrigação e, adiante, um vínculo sem posse.
Abraços são poesias e roteiros dos mais sinceros. Acontecem sem hora, data ou lugar marcado. São livres para estarem e serem quem quiserem. E dessas liberdades genuínas, nascem o respeito e a admiração por todas as formas e jeitos.
O abraço é gesto mais bonito que existe. Cabe de tudo quando encontramos outros pares para compartilhar.
Imagem de capa: Bogdan Sonjachnyj/shutterstock
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