Prepare os lencinhos e um pouco de tempo para refletir: “Coração Delator”, nova produção argentina que estreou recentemente na Netflix, é daqueles filmes que mexem fundo com a gente — e não apenas pelo título metafórico. Dirigido por Marcos Carnevale (Elsa & Fred, O Mesmo Amor, a Mesma Chuva), o longa é uma viagem emocional sobre amor, perda e transformação, com um roteiro delicado e atuações marcantes.
A trama gira em torno de Juan Manuel (Benjamín Vicuña), um executivo bem-sucedido, mas emocionalmente estéril, que sobrevive a um ataque cardíaco após receber um transplante. O que ele não esperava era que o novo coração fosse provocar mais do que batidas no peito: ele passa a sentir uma inquietação estranha, como se carregasse dentro de si a vida — e os sentimentos — de outra pessoa.
Esse “outro” é Pedro Vázquez, um pedreiro humilde cuja morte repentina deixa um vazio na vida de sua esposa, Valeria (Julieta Díaz). Movido por uma mistura de culpa, curiosidade e algo que ele mesmo não consegue explicar, Juan Manuel decide procurar a viúva — e, sem revelar sua verdadeira identidade, se aproxima dela e da comunidade em que Pedro vivia. O que se segue é um mergulho em um cotidiano muito diferente do seu, que aos poucos vai tocando suas camadas mais profundas.
Coração Delator acerta ao fugir do melodrama fácil. Com sensibilidade, o filme constrói uma história de reconexão com a humanidade — algo raro em tempos de relações descartáveis. A química entre Vicuña e Díaz é potente e contida na medida certa, sustentando uma tensão emocional que faz o espectador torcer, sofrer e se perguntar até onde vai a ética desse amor inesperado.
Tecnicamente, o filme é enxuto e bem amarrado. A direção de fotografia aposta em tons quentes e closes generosos, que evidenciam o drama interno dos personagens. A trilha sonora, discreta mas eficiente, acompanha os momentos de tensão e ternura com elegância.
Mais do que um simples romance ou uma reflexão sobre doação de órgãos, Coração Delator é sobre as memórias que nos habitam — e sobre como o amor, mesmo vindo de uma perda, pode pulsar novamente em outro corpo. Uma obra que certamente vai tocar o seu coração.
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