curiosidades

Nova onça-pintada é descoberta e recebe o nome de “Bia” em homenagem à judoca Beatriz Souza

Uma nova onça-pintada foi avistada pela primeira vez no Pantanal mato-grossense, durante uma expedição no Rio Piquiri, no Parque Estadual Encontro das Águas. O felino, uma fêmea que está à espera de filhotes, foi batizado de “Bia” em homenagem à judoca Beatriz Souza, que recentemente conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024.

O registro foi feito pelo fotógrafo Henrique Olsen, que participa do Projeto Jaguar Identification, um programa dedicado ao monitoramento e estudo das onças-pintadas no Pantanal. Segundo Olsen, o privilégio de nomear o animal é concedido à pessoa que realiza o primeiro registro fotográfico do indivíduo.

Foto: Henrique Olsen

“Foi uma experiência incrível. Estávamos em uma expedição quando encontramos essa jovem fêmea. Conseguimos fotografá-la e, como é de praxe, enviamos as imagens ao projeto para que fosse catalogada. Decidimos nomeá-la de Bia, em homenagem à Beatriz Souza, que fez história ao ganhar a primeira medalha de ouro para o Brasil nas Olimpíadas de Paris. Acho que mais do que merecido dar a ela essa homenagem, especialmente relacionada a uma espécie tão emblemática para o Brasil como a onça-pintada,” relatou Henrique.

Foto: Henrique Olsen

A onça Bia foi oficialmente catalogada pelo Projeto Jaguar Identification, que desde 2015 monitora e estuda o comportamento das onças-pintadas na região de Porto Jofre. O projeto, fundado pela zoóloga americana Abigail Martin, já identificou 385 onças diferentes, tornando-se um dos maiores bancos de dados sobre esses felinos no mundo.

“O objetivo é compreender profundamente a vida ‘secreta’ das onças-pintadas, mapeando suas linhagens e relacionamentos de forma totalmente não invasiva. Observamos as onças em seu habitat natural, sem capturá-las ou utilizar colares de rádio, permitindo entender como eventos como secas extremas e incêndios impactam a população de onças no Pantanal,” explicou Abigail Martin.

Segundo O Globo, o Projeto Jaguar Identification também busca integrar o turismo à pesquisa como forma de ciência cidadã. Turistas podem adquirir um livro anual com as onças catalogadas, que serve como uma ferramenta para guias contarem a história de vida de cada indivíduo.

 

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