Marcel Camargo

Nada é eterno, mas aquilo de que cuidamos dura mais

Talvez poucos de nós saibamos lidar com a brevidade das coisas, das pessoas, dos momentos, dos sentimentos. Nada dura para sempre, a não ser os registros deixados em escritos, em fotos, em meios virtuais. Hoje já não é mais ontem, tampouco será igual ao amanhã. Tudo muda, tudo tem fim, tudo acaba.

Momentos são instantes que duram o tempo exato do quanto os aproveitamos. Esperamos avidamente por um evento e, quando percebemos, pronto, já acabou. Uma festa, um aniversário, um café da tarde, um churrasco, todos são momentos que rapidamente terão fim. Cabe-nos aproveitar o máximo enquanto ali estivermos, dentro do instante, junto com quem amamos.

Sentimentos também podem durar pouco, com exceção do amor verdadeiro, que dura uma eternidade. No entanto, o amor pode acabar, assim como a motivação, o carinho, a necessidade, a oportunidade do perdão. Há sentimento enquanto há volta, retorno, reciprocidade. Quando, contudo, o sentimento só mora na gente, ou quando o outro decepciona e sequer corresponde ao que oferecemos, tudo morre, aos poucos ou de repente.

As pessoas, da mesma forma, não são eternas – quem nos dera que assim fossem. A vida tem seu ciclo e chega ao fim, às vezes serenamente, outras vezes repentina e dolorosamente. A presença das pessoas em nossas vidas também não é uma certeza perene. O outro vai embora, seja por um chamado da vida dele, seja por novos caminhos tomados na direção oposta, seja por erros de um, do outro ou de ambos.

Se nada nem ninguém dura para sempre, tenhamos nós a sabedoria de cuidar do que nos faz bem, de quem nos ama, de tudo o que traz alegria para nossos corações. Aproveite cada momento, diga “eu te amo”, demonstre o quanto se importa, faça com que o outro se sinta amado, abrace, beije, fique junto. Aquilo de que cuidamos dura mais, aquilo que regamos floresce, aquilo que aproveitamos com verdade será eterno dentro de cada um de nós. É isso que importa.

***
Imagem de capa: Pexels

Texto publicado originalmente em Prof Marcel Camargo

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

Recent Posts

Psicóloga Josie Conti explica: por que você se sente culpado quando começa a se colocar em primeiro lugar

Se toda vez que você tenta se priorizar surge culpa, desconforto ou a sensação de…

1 dia ago

Você sente um vazio estranho mesmo quando ‘está tudo bem’? Psicóloga explica o motivo e como pedir ajuda

Psicóloga faz alerta sobre o vazio que muitas mulheres sentem e não comentam

3 dias ago

Se seu parceiro diz essas 5 frases típicas, psicóloga alerta: o amor pode ter acabado

Psicóloga revela as 5 frases típicas ditas por quem não ama mais o parceiro

4 dias ago

Vai costuma ir ao salão de beleza? Atenção a esse perigo que quase ninguém comenta (e pode afetar seu fígado)

Milhares fazem isso no salão toda semana sem saber do risco MUITO grave envolvido

5 dias ago

Enterrar pets no jazigo da família? Nova lei em SP libera; veja quem pode e quando chega a outros estados

Agora é lei em SP: pets poderão ser enterrados no jazigo da família; entenda as…

5 dias ago