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Mulher vítima de violência doméstica pede ajuda em bilhete: “Socorro, ele tá aí fora”.

Os abusos e violência contra as mulheres são crimes que cada vez mais são relatados, mas que ainda estão presentes em muitas casas brasileiras. Apesar dos avanços alcançados graças ao ativismo feminista, ainda há casos de agressão contra mulheres, principalmente por parte de seus parceiros.

Este foi o caso de uma mulher de 27 anos no Distrito Federal, que, incapaz de abertamente denunciar o que ela estava sofrendo de medo de receber um ataque de seu parceiro, teve que recorrer a ajuda discretamente.

Quando esteve em uma sede do programa social Bolsa Família na região de Sobradinho, na última segunda-feira, 1º de março, a mulher pediu ajuda a uma das funcionárias por meio de um pedaço de papel com uma mensagem.

“Socorro, violência doméstica, ele tá lá fora”, conseguiu escrever sobre a conta que a funcionária lhe deu.

Por conta da pandemia, no local estava acontecendo o controle da capacidade de pessoas. Assim, ela conseguiu se distanciar um pouco de seu marido para poder pedir socorro.

Foto ilustrativa // Unsplash

Felizmente, a funcionária entendeu bem o que estava acontecendo e ajudou-a. Deu a ela outro papel para que ela escrevesse o endereço de sua casa e assim pudesse mandar a polícia para lá.

Com a posse dessa informação, a denúncia foi levada às autoridades. Porém, como a mulher reside na cidade vizinha de Planaltina, eles tiveram que esperar até o dia seguinte para se comunicarem com as forças de segurança e assim puderam agir.

Interior Ne10

De acordo com a imprensa local, os responsáveis pela Prevenção da Violência Doméstica e Familiar foram à casa da vítima, embora não tenham encontrado ninguém naquele momento. Posteriormente, voltaram e a encontraram sozinha com os filhos, confirmando a denúncia.

Ela afirmou que foi abusada verbalmente em diferentes ocasiões e que até o seu parceiro a impediu de sair de casa. Dessa forma, ela levou a denúncia para a delegacia e posteriormente foi transferida com os filhos para um abrigo.

No entanto, seu parceiro ainda não foi encontrado pela polícia.

Com informações de UPSOCL

Ana Carolina Conti Cenciani

Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.

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