saúde

Médico brasileiro revela mistura simples que promete aliviar inflamação intestinal — e custa quase nada

Quem nunca passou por aquela fase em que o intestino vira um “termômetro” do corpo? Você come algo diferente, dorme mal, estressa, e pronto: estufamento, gases, desconforto e a sensação de que a digestão ficou lenta.

Foi nessa tecla que o Dr. Juan Lambert (bem popular no Instagram) bateu num vídeo que viralizou: uma mistura simples de especiarias na água, somada ao uso de chlorella e spirulina, com a promessa de ajudar a “acalmar” o intestino.

A ideia por trás da receita é combinar compostos aromáticos e bioativos que, em estudos (muitos deles em laboratório ou em animais), aparecem associados a redução de sinais inflamatórios e mudanças na flora intestinal.

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Por exemplo, derivados do cravo já foram avaliados por potencial impacto em citocinas inflamatórias e microbiota em modelos experimentais.

Já a canela tem pesquisas (incluindo revisões e meta-análises) sugerindo melhora de marcadores como PCR (proteína C-reativa), principalmente em contextos específicos e com uso padronizado — o que é diferente de “tomar um chá e resolver tudo”.

No caso da chlorella e da spirulina, existe literatura falando de efeitos no organismo e no equilíbrio de microrganismos intestinais, mas uma parte relevante dos achados mais fortes vem de estudos em animais, e dose/qualidade do suplemento mudam muito o resultado.

O que vai na receita

Cravo-da-índia (cravo): tem compostos como o eugenol, frequentemente citado por ação antioxidante e anti-inflamatória em pesquisas. Em modelos experimentais, há sinais de modulação de inflamação e microbiota em situações específicas.

Canela em pau: estudos em humanos sugerem que a canela pode reduzir marcadores inflamatórios como PCR em certos cenários, mas isso depende de dose, tempo de uso e do tipo de canela.

Anis-estrelado: é aromático e muito usado em infusões, mas aqui entra um alerta bem importante: existe risco de confusão/contaminação com o anis-estrelado japonês, que é tóxico. Autoridades já emitiram alertas para consumo em forma de chá quando a origem é duvidosa.

Chlorella + Spirulina: são microalgas usadas como suplemento. Há revisões discutindo possíveis efeitos imunológicos e metabólicos; e também estudos sugerindo alterações na microbiota (especialmente em modelos animais).

A receita do vídeo!

Segundo o Dr. Juan Lambert, o preparo é assim:

  • 1 litro de água
  • 3 unidades de anis-estrelado
  • 3 paus de canela
  • 10 cravos-da-índia
  • Colocar tudo numa jarra e deixar descansar por 4 horas. Depois, consumir ao longo do dia, se quiser.
  • Ele também cita o uso de chlorella com spirulina em cápsulas, com a sugestão de tomar 2 cápsulas antes do almoço.

O que merece atenção antes de copiar (porque nem todo “natural” é neutro!)

  1. Anis-estrelado: compre de fonte confiável. O risco maior é confusão com variedades tóxicas; por isso há alertas oficiais sobre chá com anis-estrelado quando não dá para garantir a identificação correta.
  2. Canela: a canela do tipo “cassia” costuma ter mais cumarina, substância associada a risco de dano ao fígado em pessoas sensíveis ou em consumo elevado. Isso pesa ainda mais para quem usa medicamentos metabolizados no fígado ou já tem problema hepático.
  3. Cravo/eugenol e anticoagulantes: quem usa remédios para afinar o sangue (ex.: varfarina) precisa cautela com interações possíveis envolvendo cravo/eugenol.
  4. Spirulina/chlorella: suplementos podem variar em qualidade e podem não ser ideais para todo mundo (por exemplo, pessoas com condições autoimunes ou que usam anticoagulantes devem conversar com um profissional de saúde antes).

Se a sua queixa é forte ou frequente (dor, diarreia persistente, sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, anemia, febre, acordar à noite com sintomas), isso sai do território de “receita caseira” e vira assunto de avaliação médica.

E um detalhe honesto: essa mistura pode ser agradável e ajudar algumas pessoas a beber mais líquido e reduzir desconfortos leves, mas “desinflamar intestino” de verdade costuma depender mais do básico bem feito (rotina alimentar, fibras na medida, sono, álcool, ultraprocessados, estresse) do que de uma infusão específica!

Assista ao vídeo no perfil do Dr. clicando aqui (Instagram).

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Fonte: MDPI | PubMed

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Gabriel Pietro

Redator com mais de uma década de experiência.

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