Nos últimos meses, a partir do momento em que comecei a estudar no turno da tarde, fui introduzida a um novo ritual aqui em casa. Todos os dias, meu pai acorda cedo o suficiente para deixar meu irmão na escola, abre a loja e, entre 8:30 e 9:00, se nada atrapalhar, ele volta para casa e toma um café da manhã “mais sossegado”.
É por essas horas que tenho me levantado. Faço, com ele e minha mãe, a primeira refeição do dia. Preparamos o que tiver disponível e tomamos café ouvindo e discutindo com o pessoal da rádio (eles gostam de nos fazer raiva, esses radialistas) e conversando entre nós mesmos.
Quando estamos todos satisfeitos, meu pai sinaliza que está de saída, pega as chaves e vai se retirando para voltar ao trabalho. Minha mãe, por sua vez, sem falta, todos os dias, como que de protocolo, solta um “vai não, mô!”, mesmo tendo plena consciência de que ele tem que ir. Por vezes, completa a frase com um “fica aqui conversando com a gente”.
Presencio tais episódios desde o início do semestre. Algo tão simples. Assim, de longe, nem parece nada demais. Mas, sei lá, às vezes a gente se inspira e começa a achar poesia nesses detalhes.
Fica aqui, então, uma nova definição de amor para minha (nossa) coleção: mostrar que quer que o outro fique, mesmo sabendo que ele tem que ir de qualquer forma.
Imagem de capa: gpointstudio/shutterstock
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