Foto: Divulgação
No último domingo (18), um submarino desapareceu durante uma tentativa de alcançar os destroços do Titanic no fundo do oceano. A Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou hoje (22) que o submarino implodiu e que os cinco tripulantes a bordo são considerados mortos.
Diante desse trágico incidente, o renomado cineasta canadense James Cameron, diretor do filme “Titanic” (1997), expressou sua surpresa com a semelhança entre esse desastre e o naufrágio do famoso navio.
Cameron, além de ser um aclamado diretor, é um experiente explorador das profundezas marinhas e já visitou os destroços do Titanic em 33 ocasiões. Em uma entrevista concedida à ABC News, ele comentou sobre a analogia entre os dois eventos fatídicos.
“Estou chocado com a semelhança com o desastre do Titanic em si, no qual o capitão foi repetidamente avisado sobre o gelo à frente de seu navio e, no entanto, continuou a toda velocidade em um campo de gelo”, disse o diretor.
Cameron também é conhecido por seu trabalho no desenvolvimento de submersíveis. Ele projetou e construiu um veículo subaquático capaz de atingir as profundezas mais extremas dos oceanos, chegando a uma área três vezes mais profunda que o local onde repousa o Titanic. Portanto, o diretor possui um profundo conhecimento sobre os desafios e as complexidades técnicas associadas à construção desse tipo de veículo.
Em 2014, ele realizou uma expedição à Fossa das Marianas, o local mais profundo do oceano, que fica a quase 11 mil metros abaixo da superfície. Durante suas diversas incursões ao Titanic, Cameron registrou detalhadamente os destroços afundados e utilizou essas imagens para produzir o documentário “Fantasmas do abismo” (2003). No filme, o diretor convidou seu amigo Bill Paxton, membro do elenco de “Titanic”, para visitar os destroços e narrar as expedições, resultando nas imagens mais minuciosas já capturadas da embarcação naufragada.
Durante a entrevista, Cameron mencionou que estava próximo de um dos passageiros do Titanic, Paul-Henry Nargeolet, renomado piloto francês. “É uma comunidade muito pequena. Eu o conheço há 25 anos. O fato de ele ter falecido de forma tão trágica é quase impossível de assimilar”, acrescentou o cineasta.
Com informações de G1
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