Até pouco tempo, infarto “antes dos 40” era tratado como exceção. Só que os números brasileiros tiraram essa ideia do conforto: as internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram cerca de 180% entre 2000 e 2024, segundo dados citados em reportagens com base no Ministério da Saúde.
O problema é que não existe um único vilão. O aumento costuma vir de uma soma de fatores bem práticos do dia a dia: mais obesidade e sedentarismo, mais ultraprocessados, tabagismo (incluindo vapes), uso de álcool e outras substâncias, além de estresse crônico e sono ruim — combinação que acelera pressão alta, resistência à insulina, inflamação e alteração de colesterol, tudo no mesmo “pacote”.
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É aqui que entra um ponto que o médico brasileiro Juan Lambert vem batendo forte nas redes: o uso de telas à noite, especialmente na cama.
A lógica é simples: luz e estímulo mental tarde da noite tendem a bagunçar o relógio biológico e atrapalhar o sono profundo.
No vídeo, ele chama atenção para dois marcadores: melatonina (que ajuda a iniciar e manter o sono) e cortisol (hormônio ligado ao estado de alerta).
A ciência tem achados que conversam com isso. Um estudo com smartphone à noite avaliou melatonina e cortisol e descreveu alterações associadas ao uso de telas nesse horário.
Outro trabalho observou que ler no smartphone sem filtro se associou a cortisol mais alto na manhã seguinte e a mudanças em parâmetros de sono quando comparado à leitura impressa.
Em paralelo, uma pesquisa grande com dados de exposição à luz noturna (no UK Biobank) encontrou associação entre mais luz durante a noite e maior risco de doenças cardiovasculares, com efeitos que chamaram atenção especialmente em mulheres e em pessoas mais jovens dentro da amostra.
O que isso significa na prática? Que a “rolagem infinita” perto da hora de dormir pode virar um hábito silencioso que piora o descanso por anos — e sono ruim não fica só no cansaço: ele mexe com pressão, apetite, glicose, inflamação e recuperação do corpo.
5 ajustes simples (na linha do que o médico sugere) para reduzir esse impacto:
E, claro: se a ideia é falar de risco real, vale lembrar o básico. Dor/pressão no peito, falta de ar, suor frio, mal-estar forte, dor que pode ir para braço/mandíbula não são “drama” — em qualquer idade, é caso de procurar emergência imediatamente (no Brasil, SAMU 192).
Saiba mais assistindo ao vídeo aqui (Instagram).
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