O que você faria se pudesse desbloquear todo o potencial do seu cérebro? Essa é a premissa central de Sem Limites, um thriller psicológico dirigido por Neil Burger, que mistura suspense, ação e um toque de ficção científica para explorar as consequências do desejo humano por poder e sucesso.
A trama gira em torno de Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor frustrado à beira do fracasso que se depara com a NZT-48, uma droga experimental que promete expandir as capacidades cognitivas ao extremo. De um dia para o outro, Eddie transforma sua vida: torna-se brilhante, confiante e capaz de resolver problemas complexos em minutos. Ele escreve um best-seller em tempo recorde e se envolve no mundo das finanças, chamando a atenção de Carl Van Loon (Robert De Niro), um magnata impiedoso. Mas o sucesso vem acompanhado de efeitos colaterais devastadores, perigos mortais e dilemas éticos.
Bradley Cooper entrega uma performance magnética e convincente, equilibrando o carisma do “super-Eddie” com a vulnerabilidade do personagem em seus momentos mais sombrios. De Niro, como sempre, traz gravidade à tela, embora seu papel não exija todo o seu potencial. Abbie Cornish, que interpreta Lindy, o interesse amoroso de Eddie, entrega uma atuação sólida, mas sua personagem poderia ter sido mais desenvolvida.
Neil Burger utiliza recursos visuais criativos para transmitir a sensação de “mente acelerada” proporcionada pela NZT. As cenas em que a droga faz efeito são marcadas por cores vibrantes, transições fluidas e uma câmera que se move em perspectivas infinitas, criando um contraste visual impactante com os momentos de sobriedade. A narrativa é rápida, mas por vezes se perde em sua própria ambição, sacrificando profundidade em favor de ritmo.
Sem Limites é, ao mesmo tempo, uma crítica e uma celebração da busca pelo sucesso a qualquer custo. Ele provoca questões sobre ética, ambição e as armadilhas do poder: até onde vale a pena ir para alcançar seus sonhos? Embora envolvente, o filme não explora a fundo o impacto emocional e social de uma inteligência descomunal, optando por uma abordagem mais comercial do que filosófica.
Com um conceito intrigante e uma atuação central forte, Sem Limites é um filme que entretém e instiga reflexões, mesmo que superficialmente. Apesar de seus momentos previsíveis e lacunas narrativas, ele se mantém como um thriller divertido e visualmente estiloso, ideal para quem busca ação com uma dose de questionamento sobre os limites da mente humana.
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