Marcel Camargo

Fazer cara de paisagem nos livra de muitos problemas

Com menor ou maior frequência, sempre haverá aqueles dias em que desejaremos jamais ter saído da cama, em que nada parecerá dar certo, em que nada do que dissermos será entendido como queríamos, em que nada nos fará sorrir. Muito do que nos acontece é resultado de nossas próprias ações, mas também seremos importunados por todo tipo de gente que não fará outra coisa a não ser perturbar a paz de qualquer um.

Um dos maiores favores que poderemos fazer a nós mesmos, nesses casos em que alguém se encarrega de carregar o ambiente com fofoca e outros tipos de maldade gratuita, sempre será lutarmos contra a nossa vontade de explodir, para que não nos desequilibremos por conta de seres desprezíveis. Quanto mais esquentarmos a cabeça, quanto mais tentarmos esbravejar e mostrar descontentamento, menos fortalecidos ficaremos, uma vez que o esgotamento emocional acaba por trazer danos também ao nosso físico.

Tentar argumentar com quem não ouve ninguém além de si mesmo sempre será uma tarefa inglória e qualquer batalha que tentarmos travar contra suas maledicências não surtirá resultados dignos, uma vez que essas pessoas só trazem sujeira e inverdade aos ambientes, pois é somente isso que possuem dentro de si, é somente isso que têm a oferecer. Jamais conseguirão assumir o mal que carregam, simplesmente porque não possuem caráter suficiente para arcar com o que dizem e/ou fazem.

Apesar de se tratar de um esforço sobre-humano, manter a calma, o ar de que não percebemos nada nem nos importamos com as tramoias alheias nos poupará de muitos dissabores e de atitudes inúteis de tentar por em ordem a desordem moral de quem age sem pensar nos sentimentos de ninguém. Porque quem age de forma vil e antiética tem o coração vazio, sendo incapaz de demonstrar arrependimento e de pedir desculpas a quem quer que seja, afinal, posam como se nunca fossem culpados de nada.

Leva muito tempo para nos acalmarmos, após termos entrado em meio a tempestades que não foram por nós provocadas, ou seja, sabermos nos desviar dos contratempos que envolvem inverdades sobre nós, enquanto mantemos o semblante em estado de serenidade, é a atitude mais adequada a ser tomada. Não tem outro jeito, aliás, não existe nada melhor do que voltarmos olhos serenos na direção dos redemoinhos em que os próprios infelizes se afogam sozinhos.

Imagem: vladee/shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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