Deixe ela em paz. Deixe que ela siga sua vida do jeito que bem entender. Pare de colocar regras, estipular normas ou decidir como ela deve se portar. Ela não está nem aí para isso. Quer apenas ser livre, leve e solta e você, meu caro, não faz mais parte dos planos.
Ela até tentou se encaixar nas caixinhas sociais que lhe impuseram, tentou ser agradável em todos os lugares e de aceitar as opiniões alheias como próprias, mas não conseguiu. Ela é grandiosa demais para essas mesquinharias.
Ela até tentou carregar amores vazios ofertados por pessoas rasas, tentou ser a namorada perfeita e “a nora que toda sogra quer”, mas sua profundidade não permitiu tal façanha.
Hoje, ela está livre. Liberta de preconceitos, de julgamentos e de padrões estabelecidos por uma sociedade falha. Não está preocupada se o encontro da noite anterior se repetirá ou se o beijo dado naquela tarde virará namoro. Ela não cria mais expectativas e descobriu que isso é libertador.
Ela entendeu que a própria companhia é suficiente e que nenhum “eu te amo” substitui as atitudes. Ela parou de esperar pela pessoa certa, pela vida perfeita e pelos projetos a dois. Ela se basta. E isso basta!
E daí que as amigas estão casando e tendo filhos? E daí que ela trocou o emprego bem remunerado (e que detestava) por um que traz alegria? E daí que a chamam de encalhada? Ela está indo atrás dos próprios sonhos, das aventuras mundanas e dos conhecimentos empíricos que a vida oferta aos corajosos.
Desistiu de comprar o apartamento, terminou o relacionamento abusivo e abriu mão de uma proposta de emprego porque sabia que aquilo era pequeno demais para seus sonhos.
Acompanhada de poucos e bons amigos conhece lugares e tem seus romances. Quer conhecer novas pessoas, experimentar novos sabores e aprender novas culturas.
Aprendeu que não precisa da opinião de um cara para tomar suas decisões e que amor próprio é a forma mais genuína do amor. Então, deixe-a viver. Ela sabe o que está fazendo e está muito feliz assim.
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