E se, de fato, eles existirem?

Não importa a sua religião, se se é católico, evangélico, espírita… tanto faz… a pergunta que fica é: e se, realmente, existirem os espíritos? O que mudaria em sua vida?

Você deixaria de ser mal-humorado, triste, feliz, amargo, bom, ruim? Mudaria algo em você? Deixaria de sentir aquele rancor que lhe atormenta a alma? Deixaria de sentir aquele vazio existencial que insiste em lhe procurar e perguntar “o que haverá”, “haverá alguma coisa”?

Calaria em seu peito aquela saudade de não se sabe quem ou onde? Calaria em sua alma aquela saudade de alguém que se sabe quem e onde?

Explicaria para você a origem de um amor infinito, intraduzível, que faz com que as pessoas surpreendam a si próprias, respeitando outro ser humano e realizando a caridade? Explicaria para você que a maldade também terá duração finita, eclodindo com o despertar do ser para as verdades eternas?

Sim, estamos falando de uma certeza matemática. Caso fosse possível provar a existência dos espíritos pelo mundo científico… assim como se prova a existência das ondas eletromagnéticas que levam o som para o rádio. Se existisse prova científica, o que mudaria em nossas vidas e na vida das pessoas? Haveria mudanças nas relações sociais? Existiria mais respeito entre todos? Haveria mudança na forma de se enxergar a medicina e as doenças em geral? Terminariam as guerras?

Faria calar em seu coração aquele pensamento persistente que, às vezes, abafa a voz de sua razão, questionando: quem somos? Haverá destino? Podemos mudar alguma coisa? Para onde vamos? Existe, afinal, um lugar após a morte?

Ah, se houvesse a prova científica… a resposta seria: “sim”, “não”, “talvez”. Tudo dependeria da pergunta e daquele a quem a pergunta se coloca. Somos muitos, somos vários e cada um tem a sua história.

Ma,s há uma certeza nessa reflexão. Muita coisa mudaria para muitos. Impossível que fosse diferente. Como não mudar em mim um sentimento de saudade que me arrebata quando tenho a certeza científica de que tudo continua? Como não mudar em mim a vontade de ser bom, melhor, quando tenho a certeza científica de que disso depende o meu destino? Como não mudar a forma de se enxergar a medicina, quando tenho a certeza científica que a atuação espiritual (num sentido ou em outro) pode mudar o ciclo de uma doença? Esses são apenas poucos exemplos, perto da multiplicidade de coisas, que passariam a influenciar a vida de homens e mulheres.

Mas, se é assim, por que tão pouco se pesquisa a respeito? Desde os primórdios da humanidade existe a crença na vida espiritual. Mas, quase nunca o meio científico e acadêmico se aproxima dessa pesquisa, embora comecem a surgir escassos estudos a esse respeito. Como explicar as curas espirituais? Curandeirismo ineficaz ou ação construtiva espiritual por meio da qual se obtém um verdadeiro resultado prático? E as comunicações? Todas elas frutos do imaginário humano ou se peneiram verdadeiras obras provenientes de seres inteligentes desencarnados?

A revolução que essas respostas poderiam ocasionar na vida das pessoas (caso se provasse efetivamente a vida espiritual) justificaria uma imensidão de pesquisas sérias e bem conduzidas a esse tema. Afinal, ou é ou não é.

Mas, por que tão poucos se arriscam nessa tarefa? Medo do invisível? Medo do escárnio social e do ridículo? Falta de verbas? Crença indubitável e exclusiva na realidade material? Crença na impossibilidade dessa importante prova?

É… realmente temos muito o que evoluir…

Regiane Reis

“Com formação na área jurídica e buscando o autoconhecimento, entendi que precisava escrever sobre temas universais como a vida, o amor e a fé.”
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