Um passo para fora do círculo da dor. A medida de um pé. Seu pé. Pode ser o início de uma nova história para além daquele fim, que parecia tão definitivo. Mas não é!
Se você ainda dói, é porque ainda respira. E se ainda respira, é porque há em seu núcleo de dor, uma vida esperando para ser liberta, desanestesiada, descoberta.
Um passo.
Ainda que seja num andar trôpego e incerto. Com pernas bambas e pés insensíveis… Ainda assim, um passo é muito mais do que estar parado, apagado, sedimentado, no mesmo lugar.
Mover-se fará jorrar em suas veias uma seiva quente e revolucionária. Mover-se desestabilizará o universo ao seu redor.
Uma atitude assim, inesperada, pega o sofrimento de surpresa. Tira seu poder gelatinoso de cima da sua vontade de viver.
Um passo.
Apenas um passo para fora do seu círculo de dor. Seu corpo há de se encantar com a delicadeza da trégua. Seu peito há de ansiar pelo sabor esquecido do prazer de ser. Livre.
E haja o que houver. Aconteça o que acontecer. Não olhe para trás. Não caia na sedução dos sussurros do mal disfarçado de saudade.
O primeiro passo é sempre o mais custoso. Os outros… os outros são as infinitas possibilidades à sua frente.
Tome posse delas. Abençoa o círculo da dor. Agradeça as lições aprendidas. E voa!
O futuro é pra cima! Sempre pra cima!
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