Este texto é dirigido a um recorte muito específico: brasileiros que não tinham histórico significativo de ansiedade e passaram a ter crises apenas depois de morar fora do país. Pessoas que se perguntam, com estranhamento e culpa: “por que isso começou agora?”.
A proposta aqui não é oferecer respostas rápidas, nem prometer alívio imediato. É compreender, a partir de uma leitura psicodinâmica, por que a migração pode reativar estados de ansiedade intensos — e em que situações o EMDR pode se tornar um recurso clínico possível dentro da psicoterapia.
Muitos brasileiros relatam que, antes de migrar, lidavam razoavelmente bem com a vida emocional. Podiam sentir estresse, cansaço ou preocupação, mas não crises de ansiedade propriamente ditas.
Após a mudança de país, surgem episódios como:
Essas crises costumam gerar confusão e medo adicional, pois a pessoa não se reconhece nesse estado.
Do ponto de vista psicodinâmico, a migração pode fragilizar defesas psíquicas que, até então, funcionavam bem. A vida no exterior exige adaptação constante, comunicação em outra língua e enfrentamento diário da solidão.
Esse contexto pode reativar experiências emocionais antigas ligadas a:
Segundo a psicóloga Josie Conti:
“Em muitos brasileiros no exterior, a ansiedade não nasce no presente. Ela reaparece quando antigas vivências de desamparo encontram um cenário que as atualiza.”
É comum que essas crises surjam primeiro no corpo, antes de qualquer compreensão racional. O sujeito sabe que “está tudo bem”, mas o corpo reage como se algo estivesse profundamente errado.
Na clínica, entende-se que o corpo pode se tornar o porta-voz de experiências emocionais que não foram simbolizadas. A ansiedade, nesses casos, não é excesso de imaginação, mas sinal de algo que retorna sem palavras.
O EMDR pode ser integrado ao processo psicoterapêutico quando as crises de ansiedade estão claramente conectadas a experiências emocionais passadas que permanecem ativas no presente.
Ele pode ajudar o psiquismo a:
Josie Conti observa:
“O EMDR pode ser especialmente útil quando a ansiedade surge de forma abrupta e o paciente sente que o corpo reage antes de qualquer pensamento.”
É fundamental reforçar: o EMDR não substitui o vínculo terapêutico nem o trabalho de elaboração psíquica. Ele é um recurso, não um atalho.
Falar em português sobre experiências emocionais profundas costuma facilitar o acesso a conteúdos sensíveis. Para muitos brasileiros no exterior, o atendimento online em sua língua materna permite maior precisão emocional.
A indicação do EMDR, especialmente em contexto online, exige avaliação cuidadosa, ritmo adequado e respeito aos limites do paciente.
Este trabalho pode ser indicado para brasileiros no exterior que:
Crises de ansiedade que começam após morar fora não significam fraqueza nem incapacidade de adaptação. Muitas vezes, elas indicam que experiências emocionais antigas encontraram um contexto que as reativou.
A psicoterapia psicodinâmica oferece espaço para compreender esse sofrimento em profundidade. O EMDR pode ser um recurso valioso nesse percurso, desde que utilizado com critério clínico e cuidado.
Para alguns brasileiros no exterior, a ansiedade não é o problema central. É o sinal de algo que, finalmente, pede escuta.
Para saber mais sobre o funcionamento da psicoterapia online e verificar disponibilidade, entre em contato e agende uma CONVERSA INICIAL COM A PSICÓLOGA JOSIE CONTI
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