Crescente taxa de suicídio no Brasil?

De acordo com pesquisa realizada pela OMS, uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos no mundo.

De acordo com pesquisa realizada pela OMS, uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos no mundo. A Índia lidera o relatório, com cerca de 258 mil suicídios por ano, e logo atrás vem a China, com cerca de 120 mil casos por ano. Destes números, 75% das pessoas são de renda média ou baixa, demonstrando a classe social como um fator.

No Brasil, apesar dos níveis serem baixos se comparados com outros países, (5.8 mortes a cada 100 mil habitantes), não são menos preocupantes, já que o país ocupa a 8ª posição no ranking mundial. As mortes têm crescido entre jovens adultos, em especial homens. Segundo o presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, Antônio Geraldo da Silva, é necessário adotar medidas preventivas de auxílio: “Os estudos mostram que 100% de quem se suicida têm uma doença mental. Os trabalhos mostram isso. Nem 100% de quem pensa em suicídio têm doença mental, mas 100% de quem suicida tem transtorno mental”.

O Ministério da Saúde divulgou que intoxicação é responsável por 18% das mortes (sendo destes, 70% com mulheres) e enforcamento 60%. Intoxicação aumentou cinco vezes nos últimos 10 anos (7.735 em 2007 para 36.279 em 2017), sendo a região Sudeste responsável por 49% das ocorrências, seguido pelo Sul (25%).

 

Apesar de fatores sociais serem importantes, há outros fatores que, somados, podem agravar os números de suicídios ao redor do mundo, sendo as mudanças climáticas um deles. Os Estados Unidos, por exemplo, aparecem na Lista da OMS como o 3º com taxas mais altas de suicídios (um pouco mais de 43 mil), e de acordo com estudo realizado pela Universidade Stanford, com o aumento das temperaturas previsto até 2050, serão previstas um adicional de cerca de 21 mil suicídios – estendendo-se para o México também. O professor Solomon Hsiang, da Universidade da Califórnia e coatutor da pesquisa, informou que tais dados não devem ser vistos como motivadores de suicídio, porém; eles devem ser associados à propulsores de risco, já que podem motivar como as pessoas se sentem e lidam em diversas situações.

Source: Pexels

A questão climática não é absurda ao ser ligada às taxas de suicídio e não é de hoje que se fala no assunto. Em países nórdicos, como a Finlândia (14,8 suicídios a cada 100 mil habitantes em 2016 – enquanto o Brasil já se mantinha em 5.8), por exemplo, as taxas de suicídio aumentam durante o inverno, em que as pessoas passam um longo período enfrentando a presença de pouca luz solar ou sua completa ausência, somados ao frio constante. A explicação é que a luz solar atua com a regulação da melatonina, que influencia diretamente com comportamentos de humor, irritabilidade, impulsos entre outros. Dessa forma, pessoas que já apresentam algum distúrbio e depressão, podem ter seu quadro agravado e, assim, possuem um risco maior de suicídio.

O Ministério da Saúde afirmou que irá atuar mais vigorosamente em projetos de prevenção, ampliando as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) nas cidades que possuem maiores índices de suicídio, e que dará apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV) – o centro oferece apoio emocional e de prevenção ao suicídio gratuitamente para o número 188, além de ser 24h e estar disponível por chat e email.

Imagem de capa: Pexels

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