Muitas pessoas passarão pelas nossas vidas, mas poucas ficarão de verdade. Existem amigos para uma vida toda, amigos para momentos específicos e amigos que o tempo e a saudade levam. Algumas delas, por mais que desejemos, não poderão permanecer em nossas vidas; já outras, teremos que fazer de tudo para expulsá-las de perto de nós. É desse jeito.
Infelizmente, muita gente é movida por interesse, apenas se aproximando de quem possa lhe oferecer algo em troca, algo que atenda às suas necessidades materiais e de status, por exemplo. Poderemos estar apenas servindo como peças de xadrez nas mãos de certos indivíduos que nos descartarão, assim que tivermos atingido o propósito deles, assim que não tivermos mais serventia alguma.
Nós nos enganamos muito com quem chega a nossas vidas, principalmente porque costumamos julgar o coração dos outros de acordo com o ritmo de nossos corações. É assim que a gente se estrepa, é assim que a gente se machuca com decepções em relação a quem julgávamos o oposto do que acaba por se mostrar. A gente confia, a gente se abre, a gente se doa e, de repente, o outro usa o nosso melhor da pior forma possível e contra nós mesmos.
Esses tombos serão inevitáveis na vida de todos nós. Uma ou outra hora, acabaremos nos deparando com uma faceta inesperadamente negativa das pessoas e o mundo parecerá desabar sobre nossas cabeças. Caberá somente a nós aprender com aquilo tudo e reunir forças para que erros como aquele não mais se repitam, para que não tragamos para nossas vidas quem não compartilha, não soma, não agrega, não ama.
Por essa razão é que devemos valorizar ainda mais as pessoas que ficam em nossas vidas com verdade e afeição sincera, sem cobranças, sem melindres, com um único interesse: partilhar amor verdadeiro. As demais, aquelas que decepcionam e fazem doer, que fiquem apenas, quando muito, como uma lembrança do que não queremos mais, uma lembrança distante, de um passado descartável.
Imagem de capa: Voyagerix/shutterstock
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