Vivemos numa sociedade altamente estressante, que cria um falso senso de urgência e de falsas necessidades. Isso nos pressiona pela busca de resultados imediatos, mas que às vezes são dificílimos de alcancar.
Para Zygmunt Bauman a nossa modernidade líquida está marcada pela ansiedade, que tem vínculo com a hiperconectividade. Nesse ambiente as relações humanas são cada vez mais descartáveis e permeadas dos sentimentos de fracasso, de cancelamento e perda de influência.
Esse é um cenário que colabora para aumentar os níveis de ansiedade, que interferem na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional das pessoas.
Aliás, a ansiedade afeta todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Ela tenciona os músculos do corpo, acelera os batimentos cardíacos, aperta o peito, deixa a boca seca, causa desconfortos abdominais e gera outras sensações ruins.
É por isso que comemos muito, falamos demais, estamos com os nervos à flor da pele e temos dificuldades para relaxar. Assim, a ansiedade atinge todas as dimensões da vida individual e coletiva.
Para Freud, nascemos propensos à ansiedade, pois ela é a nossa capacidade de reagir às ameaças que colocam em risco a nossa sobrevivência. Porém, a ansiedade se torna neurótica quando traz à tona os conflitos inconscientes, que se confundem com as inquietações do mundo real.
No entanto, existem recursos à nossa disposição para tratar a ansiedade, como a psicoterapia, a adoção de hábitos saudáveis, a prática espiritual e o uso de medicamentos, sob a orientação médica.
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Jackson Buonocore
Sociólogo, psicanalista e escritor
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