Matemático, esquizofrênico e paranoico, John Forbes Nash é um gênio. Reconhecido mundialmente por ganhar o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, o estudioso também acredita que aliens o recrutaram para salvar o mundo. E sobre isso, Forbes disse: “As minhas ideias sobrenaturais vieram da mesma maneira que as matemáticas. Por isso, decidi levar as duas igualmente a sério”.
E Nash está longe de ser o único gênio “louco” da história. Vincent Van Gogh, Virginia Woolf e Ernest Hemingway são apenas alguns exemplos de pessoas geniais que sofriam de doenças psicológicas. Exatamente por isso, muitos pensaram durante anos que a criatividade estava estritamente relacionada à psicopatologia.
Porém, psicólogos vêm afirmando que essa constatação pode ser um engano. Para eles, há dois fatos que reforçam o contraponto: há inúmeros gênios “normais” na história da humanidade; e manicômios não costumam produzir grandes finalidades criativas.
Então a ligação existe ou não? Estudos empíricos afirmam que sim, a genialidade possui uma forte relação com a loucura. O mais importante processo entre elas é a desinibição cognitiva: a tendência de prestar atenção a coisas que normalmente seriam ignoradas ou filtradas por parecerem irrelevantes.
Esse tipo de percepção foi o que motivou Alexander Fleming a descobrir a penicilina e muitos outros exemplos. O mesmo serve para o campo artístico, que normalmente valoriza as “coisas mundanas” e dá protagonismo à rotina, muito retratada na literatura, no cinema, na música, etc.
Contudo, a desinibição cognitiva é associada às patologias psicológicas. Por exemplo, esquizofrênicos acabam se bombardeando com informações que talvez pudessem ser “filtradas”. Para Shelly Carson. pesquisadora de Harvard, essa é uma diferença essencial entre os gênios e os “loucos”: agregar à sua máxima inteligência o conceito de desinibição.
“Inteligência excepcional pode ser útil, mas sem a cognição ela não consegue ser original e surpreendente”, conta a pesquisadora. Para ela, pessoas com QI elevado nem sempre são capazes de produções geniais.
As pessoas criativas, no entanto, caminham entre o normal e anormal, encontrando impulsos e ideias capazes de gerar conteúdos diferenciados. Como John Forbes Nash disse: “A racionalidade do pensamento impõe um limite na relação das pessoas com seus cosmos”.
Fonte indicada: Revista Galileu
Morar em outro país pode representar uma conquista importante, mas também pode fazer com que…
Uma experiência dolorosa pode permanecer conosco durante décadas. Algumas pessoas chegam aos 50, 60, 70…
Quando determinada lembrança provoca sofrimento, tentar não pensar nela parece uma solução bastante lógica. Mudamos…
Algumas experiências passam. Outras parecem continuar acontecendo dentro de nós muito depois de terminarem. Uma…
A ciência acabou de provar: existe um ingrediente simples e baratinho capaz de se ligar…
Esta rara foto de paparazzi mostra um ator icónico aos 81 anos visto durante um…