Categories: Sem categoria

A falta de incentivo às meninas arruina suas vocações científicas

Por Isabel Rubio para o El País

As meninas sentem-se menos capazes do que as crianças quando se trata de atingir objectivos que exigem competências científicas, de acordo com o último relatório do PISA de 2015.

Estudantes com pouca confiança em si mesmos correm o risco de obter resultados piores na ciência, apesar de suas habilidades, de acordo com o psicólogo Albert Bandura. Essa tendência se reflete no relatório do PISA, uma vez que na em países como a Espanha, os meninos, além de terem mais confiança em si mesmos, alcançam melhores resultados do que as meninas nessa área.

A autoeficácia na ciência tem sido relatada por especialistas não apenas como desempenho dos alunos, mas também a sua orientação profissional e escolha de cursos. “As meninas em geral têm menor autoeficácia na ciência, praticam menos actividades científicas nos seus tempos livres e vêem-se quando são mais velhas a trabalhar em áreas tecnológicas inferiores aos rapazes”, explica Montserrat Grañeras, que trabalha em unidades de promoção à Igualdade na Espanha.

Grañeras enfatiza que a falta de interesse das meninas “não é tanto em ciência em geral, é mais áreas de desenvolvimento de tecnologia”. Prova disso é que no país, 19,8% das meninas esperam trabalhar em ciências da saúde, contra 6,9% em meninos.

Segundo os especialistas, as diferenças no interesse em determinado tópico podem ser derivadas das diferenças nas oportunidades de acesso à atividade. Também influencia o apoio recebido para que essa atração inicial se torne uma motivação mais estável.

Como mudar estereótipos

A falta de vocação das mulheres nas carreiras científicas deve-se, em parte, segundo Grañeras, à falta de modelos. Na Espanha existem vários projetos para aumentar a auto-estima e a ambição profissional das meninas. Por exemplo, a iniciativa 11 de fevereiro visa promover a organização de atividades e materiais que comemoram o Dia Internacional da Mulher e a menina na Ciência na Espanha.

O Ministério também está tomando medidas: “O esboço preliminar da lei em que está trabalhando inclui novos aspectos que nunca haviam sido incluídos em uma Lei Orgânica da Educação, como a inclusão de uma perspectiva de gênero na orientação acadêmica profissional”.

Para mudar a situação, diz ele, é essencial “desmantelar os estereótipos nas escolas para levar as meninas ao mundo tecnológico e contar a realidade”. O MPEF e o Conselho de Educação do Governo Basco organizaram um encontro com moças e jovens subordinado ao tema “As meninas no estatuto da ciência. Despertar vocações científicas em mulheres jovens “.

CONTI outra

As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos.

Recent Posts

Psicóloga Josie Conti explica: por que você se sente culpado quando começa a se colocar em primeiro lugar

Se toda vez que você tenta se priorizar surge culpa, desconforto ou a sensação de…

1 dia ago

Você sente um vazio estranho mesmo quando ‘está tudo bem’? Psicóloga explica o motivo e como pedir ajuda

Psicóloga faz alerta sobre o vazio que muitas mulheres sentem e não comentam

3 dias ago

Se seu parceiro diz essas 5 frases típicas, psicóloga alerta: o amor pode ter acabado

Psicóloga revela as 5 frases típicas ditas por quem não ama mais o parceiro

4 dias ago

Vai costuma ir ao salão de beleza? Atenção a esse perigo que quase ninguém comenta (e pode afetar seu fígado)

Milhares fazem isso no salão toda semana sem saber do risco MUITO grave envolvido

5 dias ago

Enterrar pets no jazigo da família? Nova lei em SP libera; veja quem pode e quando chega a outros estados

Agora é lei em SP: pets poderão ser enterrados no jazigo da família; entenda as…

5 dias ago