A primeira semana de fevereiro veio com aquele combo que a internet adora: declaração séria tratada como meme, frase atravessada em entrevista, chamada de jornal com cara de roteiro surreal e até erro de português virando pauta.
Abaixo, as 14 falas (e escritos) que circularam com força — cada uma puxando uma discussão diferente, do plenário ao feed.
A fala do Aldo Rebelo mexeu com o debate sobre responsabilidades e limites do que é “minuta” e do que vira “projeto” de poder — principalmente porque ele falou como quem normaliza o procedimento.
“Minuta não é tentativa de golpe e eu teria feito como ministro” – Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência (DC-SP).
No sermão, Padre Ferdinando Mancílio mirou o deputado Nikolas Ferreira e puxou a contradição que sempre reacende briga nas redes: discurso “pró-vida” junto de defesa irrestrita de armamento.
“Não adianta marchar por Brasília e dizer que defende a vida, mas ser a favor das armas” – Padre Ferdinando Mancílio, em sermão criticando o deputado Nikolas Ferreira.
Eduardo Bueno soltou uma frase que foi lida como ataque direto a um grupo religioso e também como provocação antidemocrática — e aí a reação veio dos dois lados, com recorte, resposta e mais recorte.
“Evangélico tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar” – Eduardo Bueno, o Peninha, youtuber.
Anthony Garotinho tentou pegar carona na fadiga pública com salvadores da pátria; o texto que acompanhou foi pro deboche, e a frase virou munição para todo tipo de interpretação.
“A população brasileira está cansada de falsos heróis” – Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro. No Brasil, nem todo herói usa capa. Aliás, se estiver de capa, é mais provável que seja vilão mesmo.
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Um quadro-negro em São Paulo virou print, e o print virou discussão sobre preparo de monitores e o padrão de escrita exigido em escola — com o detalhe do “[sic]” ampliando a zoeira e a indignação.
“Descançar [sic]”, “Continêcia [sic]” – escreveu Monitor de Escola Cívico-Militar no quadro negro, durante aula em São Paulo.
Um “sim” dito no lugar certo (e na hora certa) pode soar como assinatura embaixo — e foi isso que muita gente entendeu quando Hugo Motta respondeu sobre um PL ligado a remuneração no Legislativo.
“Sim” – Hugo Motta, presidente da Câmara (Republicanos-PB), confirmando PL que elevaria salários dos servidores parlamentares acima do teto constitucional.
William Bonner falou de “calma” e a internet fez o que faz: parte leu como ironia, parte como avaliação política, parte como indireta — e ninguém concordou no significado.
“Tenho a impressão de que os haters da extrema direita estão mais calmos” – William Bonner.
A chamada da Folha de S.Paulo conseguiu ser notícia por si só: a mistura de celebridade, “lixão” e aliens virou piada pronta e também crítica ao estilo “teaser” de manchete.
“Danielle Winits questiona as aparências da atualidade em lixão assombrado por aliens” – chamada da Folha de S.Paulo, sobre ensaio fotográfico com atriz global. Importante ressaltar: o lixão assombrado por aliens de que trata a matéria não é aquele que fica na Praça dos Três Poderes.
Aqui a fala acendeu duas discussões ao mesmo tempo: cultura do cancelamento e diferença de idade em relações — e, como era de se esperar, com muito recorte, muita briga e pouca escuta.
“Imaginem um cantor de 30 anos de idade saindo com uma menina de 16 nos dias de hoje. Seria cancelado na hora” – Nicki Minaj, rapper norte-americana, criticando o também rapper Jay-Z.
Thomas cutucou o cinema por lucrar em cima da pobreza; a ironia do texto que acompanha a frase foi o tempero que fez o trecho circular ainda mais.
“Pobres são explorados por milionários, inclusive no cinema” – Gerald Thomas, diretor de teatro, criticando filmes que exploram personagens pobres por bilheteria.
O teatro, porém, é imune à exploração: não lucram com a desgraça de ninguém. Nem a própria.
Quando aparece Steve Bannon + Bolsonaro + Jeffrey Epstein na mesma frase, a rede já entra em modo sirene.
O trecho foi lido como bastidor, cálculo político e munição pra teorias — cada bolha pegou um pedaço.
“Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores” – Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, em email a Jeffrey Epstein.
Donald Trump chamou de “idiota” um convite para o Fórum Econômico Mundial, e a frase foi compartilhada tanto por fãs (como “sinceridade”) quanto por críticos (como “desprezo diplomático”).
“Foi o convite mais idiota que jamais fizeram a alguém” – Donald Trump, sobre ser convidado para o Fórum Econômico Mundial em Davos.
Na abertura de 2026, Edson Fachin tentou colocar o foco em institucionalidade — e, justamente por isso, o trecho virou termômetro: pra uns, sinal de firmeza; pra outros, discurso protocolar demais.
“O que nos une não é a concordância em todas as questões, mas o compromisso com a instituição” – Edson Fachin, presidente do Supremo (STF-RS), durante a sessão de abertura de 2026.
Lula mandou uma metáfora clássica (“raposa no galinheiro”) enquanto o texto fazia questão de destacar o figurino — e a internet fez a festa com a coincidência, puxando comparação com Mister M e tudo.
“Não coloque uma raposa para tomar conta do galinheiro, mesmo que ela esteja vestida de branco” – Lula, vestido de branco, em evento de pré-campanha.
É como se o Mister M revelasse o truque antes da performance e, ainda assim, a plateia aplaudisse e pedisse bis.
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