Trilhando pela vida

Lewis Carrol em Alice no País das Maravilhas:

– Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
– Isso depende para onde queres ir.
– Preocupa-me pouco para onde vou.
– Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas.

Recentemente me emocionei com o vídeo do Jim Carrey como paraninfo da turma de graduandos da Universidade de Negócios de Maharishi, em Lowa, nos Estados Unidos. Se você não assistiu, assista. De forma simples, alegre e espontâneo como ele é, traduz o sentido da vida de forma primorosa

Sempre digo que a vida é uma dança. E é mesmo. Quando nos damos conta que o mais importante de tudo é a nossa essência, nossa luz, nosso coração relaxamos em relação a todo resto. Não precisamos ser nada, nem ter nada, nem fazer nada… apenas existir. Quando sentimos essa verdade, soltamos o freio de mão e saltamos para experimentar o que a vida nos convida para.

Você pode ler todos os livros sobre natação. Estudar e decorar todos tipos de nados e respirações possíveis. Mas isto não te torna um nadador. Se tiver apenas a teoria, na hora que cair em uma piscina, se afoga porque a vida é experiência não teoria. Aprendi isso através do Tantra. Li por anos, até que um belo dia, virei a chave, sacudi a poeira e me joguei de cabeça pela vida.

Quando nos abrirmos para viver o que a vida nos dá de presente, deixamos o medo para trás, tiramos as armaduras e deixamos cair as máscaras do nosso ego. Paramos de ser guiados por pensamentos (muitas vezes tóxicos, repetitivos, e até doentios) e passamos a viver com a nossa alma, experienciamos com o corpo e apenas assimilamos com a mente. Invertemos o jogo. Saímos do xadrez que é o mundo das possibilidades (e se eu fizer isso, e se eu falar aquilo, e se…) e passamos a nos guiar por nossa intuição.

No vídeo, Jim Carrey diz uma coisa que nunca pensei: nossa moeda mais valiosa é o que deixamos nas outras pessoas. O que você faz que faz muito bem para os outros? Por que o dia que morrer, é o que você deixou nos outros que te manterá vivo. Essas são pistas que a vida dá de qual caminho nos preenche em nossa existência.

Busque todo dia de manhã, reconhecer dentro de você:
– Você já é um ser inteiro e completo;
– O que fará que deixará sua luz interna brilhar ainda mais,

Coloque suas mãos em seu coração, sorria e deixe que ele te guie.

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Helena Verhagen
Helena é jornalista de formação e escritora por intuição. Nasceu em São Paulo, viajou pelo mundo e agora parou em Lisboa. Em 2015 lançou seu primeiro livro "O Mundo é das Bem-Amadas" que trata sobre o amor próprio e intuição. Vive a vida para contar histórias. Escreve para o seu site, que leva o mesmo nome do livro (www.omundoedasbemamadas.com.br) e outras mídias que abordam sobre o tema autoconhecimento.



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