Tinder: encontros e desencontros!

O aplicativo Tinder é mais um, entre vários meios, que promovem encontros amorosos de forma virtual. Entre sites, redes sociais e salas de bate papo, hoje em dia os aplicativos para celular também se tornaram muito práticos e comum. Na prática funciona assim: o usuário se cadastra, podendo utilizar seus dados de rede social e configura seus interesses como faixa de idade e localização da pessoa a ser encontrada. Rapidamente o aplicativo mostra o resultado através de fotos. Por exemplo: homens entre 20 e 30 anos e no máximo a 20 quilometros de distância. Em cada foto se tem a opção de curtir a pessoa ou não. No caso afirmativo, se do outro lado a reação for a mesma, se tem uma conexão e conversas se tornam possíveis. Senão não.

Aplicativo muito simples e eficiente, permite encontros de forma rápida. Mas também mexe com a cabeça de muita gente. E em vários sentidos.

Considerando a facilidade, rapidez e eficiência do aplicativo, fica clara a alta rotatividade com que alguns usuários começam a se utilizar das pessoas. Alguns se envolvem com os demais nem sempre de forma tão transparente. Se de um lado a pessoa encontrada está acreditando num relacionamento, a outra pode estar apenas alimentando seu vício em experimentar novos encontros.

O aplicativo não vem com qualquer manual de instrução. E nem é preciso, tamanha sua facilidade. Mas como muita coisa na vida, e principalmente do mundo moderno e mutável em que vivemos, seria interessante que se soubesse mais a respeito, antes de se cadastrar. Ao menos para um amparo emocional e psicológico. Sim, pois para muitos é algo encarado como um jogo ou uma brincadeira.

Antes de mais nada, se é exposto. Muitos verão sua foto e podem saber quem você é. Muitos podem não gostar de você e simplesmente não curtir sua foto. E é praticamente a mesma coisa que acontece numa balada. Você olha para alguém ou não. Isto não deve ser considerado rejeição. Algumas pessoas se sentem atraídas por umas e não por outras, é natural.

No caso de uma curtida inicia-se uma conversa, que também tem o poder de ser atraente ou não. A partir dali pode haver um ponto final, que não é citado, simplesmente acontece. Isto também não é rejeição, é falta de afinidade ou desencontro de interesses.

Caso a conversa flua e haja um encontro real, ainda haverão as análises naturais que também ocorreriam numa balada: a famosa “química”. Se avalia mais uma vez a conversa, os gestos, os motivos dos risos. E claro: a aparência, a roupa, o tom de voz, e por aí vai. É natural se buscar o que é bom do nosso ponto de vista. E se desta avaliação também não surtir aprovação, não é rejeição, é falta de afinidade. Não deu e pronto. Este tipo de coisa acontece todos os dias: na rua, no trabalho, na escola. Não tem que se sentir rejeitado ou descartado por isso.

Há de se ter bom senso. Ninguém gosta de perceber reações negativas em relação a si mesmo, mas faz parte da vida. Ninguém é aceito por todo mundo em lugar algum e isto também vale para a vida amorosa.

Uma vez cadastrados, o Tinder e aplicativos afins nos mostram como produtos. E vice-versa. Outras pessoas também se expõem para nós para serem escolhidas ou não. Tem de se ter ciência das possibilidades. Sei de pessoas que se casaram e já tiveram filhos através do encontro pelo Tinder. Deu certo! Mas há casos em que há namoros e rompimentos, um dia de encontro e outro dia de decepção. Faz parte do aplicativo, como faz parte da vida.

Pode ser que se tenha sorte e se encontre o grande amor da sua vida ali. Ou não. Mas se vale a tentativa, também vale encarar os riscos.

Se é aceito por um, por outro não. Encontros e desencontros!

Com sorte ou persistência, uma hora dá!

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Carolina Vila Nova é brasileira. Tem cidadania alemã, 40 anos. Escritora e Roteirista. É autora dos seguintes livros: “Minha vida na Alemanha” (Autobiografia), “A dor de Joana” (Romance), “Carolina nua” (Crônicas), “Carolina nua outra vez” (Crônicas), “Vamos vida, me surpreenda!” (Crônicas), “As várias mortes de Amanda” (Romance), “O dia em que os gatos andaram de avião” (Infantil), “O milagre da vida” (Crônicas) e "O beijo que dei em meu pai" (Crônicas). "Nosso Alzheimer." (Romance), Disponíveis na Amazon.com e Amazon.com.br



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