Seus textos não são lidos? A culpa não é das estrelas.

Por Josie Conti

Diariamente, acordo, cumpro algumas obrigações domésticas, ligo o computador e começo a jornada de respostas às demandas de meu trabalho cibernético. Seleções de arte e conteúdo ocupam boa parte do meu dia.

Quando passamos muito tempo em contato com as mais diversas mídias, uma coisa acontece: a atenção fica seletiva e grande parte dos conteúdos que passam na frente de nossos narizes é ignorada,  uma vez que nosso cérebro os considera irrelevantes e banais. Esse ignorar acontece, pois só assim é que nossa mente consegue lidar com o excesso de estímulo.

E aí lhe pergunto, o que faz com que, frente a tantos estímulos, uma pessoa pare o que está fazendo, redirecione sua atenção e leia um texto que você escreveu ou separou para ela? Creia em mim, que boa vontade não basta.

O direcionamento da atenção, a isca para que um leitor veja o seu texto, virá primeiramente através de um título original, que não seja muito longo, mas que seja suficientemente chamativo para que a curiosidade pelo conteúdo seja instigada. Junto com o título, uma foto bem escolhida também poderá fazer toda a diferença naquela fração de segundo em que o seu conteúdo chega ao leitor: nesse momento a imagem terá tanto poder quanto o título.

Pronto, você conseguiu a atenção do leitor, ele veio procurar mais e é esse mais que você tem que fornecer. Mesmo que você escreva corretamente, se apresentar um texto morno ele não terá a “temperatura” suficiente para agradar até o final. Quando acabar, e se acabar, o leitor já estará sem interesse e não passará o conteúdo adiante. Tenha como exemplo, sites e páginas de grandes redes sociais onde, enquanto uma postagem ou matéria tem 50 compartilhamentos, outra tem 5000. Foi isso, o conteúdo chegou ao público, mas lá não encontrou morada, não emocionou, não respondeu, não instigou. E, sinto dizer, a menos que o conteúdo estivesse completamente fora do contexto, a culpa é do escritor, pois é ele o tradutor de conteúdos e sentimentos que usará das palavras para chegar ao outro. Um escritor que se diz mal compreendido, na maioria das vezes, é só um mau escritor.

Selecionar conteúdo não é tarefa fácil, pois todo mundo que escreve acha que faz isso bem. Normalmente as pessoas sofrem influencia da família e dos amigos que elogiam conteúdos que não são bons, fazendo com que os laços afetivos falem mais alto que a qualidade. Um escritor maduro saberá que a sua aprovação deverá vir primeiramente de estranhos, pois são eles que dirão que gostam do seu trabalho, independentemente de quem ele é. É claro que alguém pode querer escrever só para si e não se importar com a opinião dos outros, mas nesse caso, também penso que ficar divulgando o conteúdo não seja necessário. Quem divulga deve assumir que busca o reconhecimento.

O bom texto gera reações fisiológicas, borbulha dentro do peito, inquieta, instiga os sentidos e faz com que quem lê queira saber mais: mais sobre o conteúdo, mais sobre o autor.

Para ser bom, um texto: informa, encanta ou espanta!

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Josie Conti

É idealizadora e administradora do site CONTI outra. Psicóloga formada há 16 anos, teve sua trajetória profissional passando por diversas áreas de formação e atuação como educação, clínica, recursos humanos e saúde do trabalhador. Hoje, utiliza o conhecimento adquirido para seleção de pessoal e de material adequado aos sites com que trabalha. Realiza vídeos, palestras, entrevistas, tem um programa diário na rádio 94.7 FM de Socorro e escreve para diversos canais digitais. Sua empresa ainda faz a gestão de sites como A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil. Atualmente possui mais de 10 milhões de usuários fidelizados entre seus seguidores diretos e seguidores dos sites clientes. Em 2017, foi convidada para falar sobre conteúdo de qualidade no evento “Afiliados Brasil” de São Paulo, à convite da Uol, pois o CONTI outra foi considerado um dos melhores sites de conteúdo ligados a empresa.


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