Se você quer viver sua verdade, apenas cuide-se e relaxe. Confia!

Imagem de capa: Julia Trotti

Se você quer viver a verdade na vida, a sua verdade, não deveria se importar muito em querer saber o que vai surgir pra você depois daquela esquina, aquela curva que você ainda não consegue ver e entender.

Não adianta se preocupar em prever, não adianta agir tentando moldar situações, pessoas, sentimentos… Tudo tem o seu jeito e momento. Também não adianta se prevenir demais. O que vale sim é se cuidar, de si mesmo e do seu entorno. O que vale é encarar os medos, olhá-los nos olhos e ver quão pequenos e tolos na verdade eles são, fundamentados em ilusões de controle, apoiados em estruturas sólidas que não existem nessa vida. Tudo é efêmero e movimento, o universo tem um ritmo que a gente desconhece.

Se você quer viver sua verdade, apenas cuide-se e relaxe. Confia!

O que surgir pra você será um presente bom, porque quando a gente quer o que é de verdade e se abre para isso, o que nos chega é cristalino e bom. Talvez seja diferente dos seus planos, dos seus ideais, dos ideais de mundo, dos sonhos concretos que insuflaram no seu peito e você nem sabe mesmo se são seus.

Mas quando a gente confia e se abre para a verdade, o universo conspira a nosso favor. Então, talvez pessoas que a gente não imaginava vão embora, sentimentos que pareciam fortes volatizem no ar, estruturas grandes desmoronem, talvez nasça uma flor em um cantinho que você nem costumava olhar. Talvez surjam coisas pra você que você nem imaginava. Então deixe de dar tanto peso e importância às suas expectativas. Deixe de valorizar tanto pessoas e coisas.

Valorize a sua presença, o seu estar no mundo, o seu dia.

Se você deu o seu melhor, é isso que vale. Se coisas se afastam é porque não entrariam confortavelmente na sua dança, no seu momento de alma. E que dor seria viver, investir energias num evento, num sentimento, numa pessoa que não faz parte naturalmente do seu caminho! Você só pode ser sua verdade e seguir em frente, e continuar andando nos seus passos.

Pare sim, às vezes, para admirar as paisagens, acampe um pouco num momento se for o caso, mas não se apegue, ande, seu lar de amor vai junto com você.
Que as mãos dadas que possam surgir venham espontaneamente e voem quando quiserem, ou parem um pouco para olhar os próprios medos. Mas você não precisa entrar junto, continue no seu próprio rumo.

Relaxado e em paz. Confia.

Que tudo é surpresa e verdade em cada passo que você der.

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Clara Baccarin
Clara Baccarin é paulista dos interiores, nascida nos anos 80. É escritora, poeta e agitadora cultural. Faz parte do grupo editorial Laranja Original e escreve regularmente para o site Conti Outra. Publicou, pela editora Chiado, o romance poético Castelos Tropicais (2015) e a coletânea de poemas, pela editora Sempiterno (2016), Instruções para Lavar a Alma. Em 2017 lança, em parceria com músicos e compositores, o álbum Lavar a Alma, que reúne 13 de seus poemas musicados.

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