Queremos a mudança, só não queremos mudar!

Em alguns ou muitos momentos da vida, podemos olhar em volta e perceber que nossas vontades e anseios mudaram. É possível que nós percebamos isso mais lentamente, mas às vezes basta um clique para ter a certeza de que queremos mudar a vida ou partes consideráveis dela.

Quando queremos mudar o rumo das velas e deslizar noutra direção, é preciso ter a coragem de olhar para todas aquelas velhas questões internas, sob pena de continuar apenas idealizando algo novo, ou sair em direção das mesmas coisas (mas com uma nova roupagem, é claro!), pois afinal é aí que sabemos funcionar. Então, valem as perguntas: para que queremos mudar? O que exatamente nos incomoda agora?

Quando soubermos responder essas perguntas, devemos observar se aquilo que nos incomoda está em dissonância com nossos valores essenciais. Quanto mais congruência houver entre nossos valores e nossas ações, mais satisfação encontraremos. Igualmente importante é saber se o desejo de mudar está relacionado fortemente com as pressões internas e/ou externas. Ser capaz de responder tais questões com honestidade pode levar um pouco mais de tempo do que gostaríamos, mas certamente nos ajudará a fazermos melhor os ajustes da direção das velas, e a traçar melhor estratégias para nossa nova vida.

Como psicóloga clínica, eu recebo pacientes que se dão conta de que querem mudar, mas ao mesmo tempo eles desejam realizar a travessia para o novo contexto sem sentir desconforto ou dor. Se esse é o seu caso, permita-me provocá-lo um pouco: que tipo de ser humano é você que não aguenta se sentir frustrado nas suas expectativas, que não aguenta suas próprias emoções?

Quando nós encaramos uma mudança, deparar-nos com a frustração e o desconforto fará parte do processo. Sendo assim, que tal você pensar que tudo isso que você está sentindo é por uma boa causa?

Manter a conexão com seus valores essenciais o ajudará a passar pelas emoções de maneira mais consciente, fazendo-o perceber que, para se ter uma vida inteira, é preciso ser capaz de tolerar tais sentimentos, e também de estar aberto a enxergar os erros como uma oportunidade de fazer diferente do habitual.

Desenvolva a tolerância consigo mesmo,e aceite-se como um ser inteiro!

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Adna Rabelo
Psicóloga clínica, CRP- 05/48233, professora de psicologia e coach. Atualmente também se dedica aos escritos de seu blog Psicóloga Adna Rabelo.

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