Quem é quem em nossa vida

Por Adriana Vitória

Um aspecto importante do amadurecimento é entender que a vida é feita de trocas de interesses e que não há nada de mal nisso.

São elas que fazem o mundo girar, as mudanças ocorrerem, as plantas crescerem, nossos objetivos serem alcançados.

Pessoas entram e saem da nossa vida o tempo todo. Umas passam por segundos, outras por minutos e algumas permanecem durante toda a vida, mas a verdade  é que com quase todas não estabelecemos nenhum vinculo afetivo.

Elas  chegam, passam seus recados e se vão, levando com elas algo que lhes demos e ficamos nós com o que foi colhido.

É uma lista interminável de pessoas que, num dado momento da nossa vida, nos ajudou de alguma forma e nós também ajudamos a elas.

O problema começa quando, em nosso vazio infantil,  queremos transformar todos em amigos, ou pior, amantes e ate parceiros da vida, gerando filhos e uma vida infeliz pra todos.

É comum ouvirmos expressões de decepção de pessoas diante da indisponibilidade da outra, do tipo:  fulano(a) é falso, duas caras, não esperava isso dele(a)  e por ai vai.

O fato é que, trocarmos algo com alguém por alguns minutos, dias ou anos, não faz de ninguém nosso amigo ou vice versa.

Tem um momento na nossa vida em que temos que crescer, é inevitável.

Crescer significa compreender como tudo funciona dentro de nós e ao nosso redor. É entender que todos necessitamos de ajuda para seguir em frente. Que somos, sim, limitados e que um único ser humano não é capaz de, sozinho, nos fornecer tudo que precisamos.

Aceitarmos esta realidade da vida é fundamental.

Os verdadeiros  afetos são raros, mas todos têm algo a contribuir para o nosso desenvolvimento.

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Adriana Vitoria
Mineira de alma e carioca de coração, a artista plástica, escritora e designer autodidata Adriana Vitória deixou Belo Horizonte com a família aos seis meses para morar no Rio de Janeiro. Se profissionalizou em canto, línguas e organização de eventos até que saiu pelo mundo sedenta por ampliar seus horizontes. Viveu na Inglaterra, França, Portugal, Itália e Estados Unidos. Cresceu em meio à natureza, nas montanhas de Minas, Teresópolis, Visconde de Mauá, e do próprio Rio. Protetora apaixonada da Mata Atlântica e das tribos ao redor do mundo, desde a infância, buscou formas de cuidar e falar deste frágil ambiente e dos seres únicos que nele vivem.



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