Quantos anos tenho? – belíssimo texto de José Saramago

Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.

Tenho os anos em que os sonhos começam trocar carinhos com os dedos e as ilusões se transformam em esperança.

Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama louca, ansiosa para se consumir no fogo de uma paixão desejada. E em outras, uma corrente de paz, como um entardecer na praia.

Quantos anos eu tenho? Não preciso de números para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho, ao ver meus sonhos destruídos…
Valem muito mais que isso.

 Não importa se faço vinte, quarenta ou sessenta!
O que importa é a idade que eu sinto.

Tenho os anos de que preciso para viver livre e sem medos. 
Para seguir sem medo pelo caminho, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.

Quantos anos tenho?  Isso não importa a ninguém!
Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e sinto.

– José Saramago –

ERRATA: enviada pela leitora do site:

ATENÇÃO!, Este poema NÃO É da autoria de JOSÉ SARAMAGO! Transcrevo a seguir a resposta que recebi da Fundação José Saramago á minha pergunta ácerca da veracidade da autoria. Apesar de eu gostar muito deste texto,havia algo que me dizia que não seria da autoria de Saramago que eu muito admiro. Só não entendo por que razão alguém que escreve tão belo poema haveria de esconder -se por trás do nome do nosso Prémio Nobel… Aí vai a resposta:

“Estimada senhora
Agradeço o seu contacto e informo que o texto que transcreve, e que circula profusamente na net, não é da autoria de José Saramago. Independentemente da qualidade de que o texto se possa revestir, trata-se de uma das inúmeras falsas atribuições que circulam na internet sem que possa haver qualquer controlo sobre elas.

Cordialmente

Rita Pais
Coordenadora literária
FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO

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