Quanto custa salvar uma vida?

Não continue a ler se não gosta de se sentir desconfortável ou desafiado. No entanto, esperamos que continue a ler e que pense sobre isto com cuidado: se salvar uma criança a afogar-se num pequeno lago não implicasse qualquer risco, mas pudesse estragar seu melhor par de sapatos, você estaria disposto a salvar a criança, certo? Então, por que não estamos dispostos a doar o valor desse par de sapatos para ajudar quase 10 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade que morrem todos os anos por causas relacionadas à pobreza?

É com essa provocação que o filósofo australiano Peter Singer, considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo, inicia o livro “Quanto custa salvar uma vida?” (Editora Campus Elsevier, 2009), em que defende que as ações sociais não são, apenas, responsabilidade do governo e das empresas, mas devem estar presentes no dia a dia de todos os cidadãos.

Para justificar essa ideia, o especialista, que é também fundador presidente da IAB – Associação Internacional de Bioética, cita uma série de argumentos. Entre eles o fato de que existem, hoje, bilhões de pessoas no mundo que vivem, por dia, com menos do que muitos de nós pagaríamos por uma garrafa de água e que, portanto, ajudar ao próximo com o que nos parece insignificante já pode fazer grande diferença no mundo.

Para criar um modo de vida mais desprendido, o filósofo oferece um plano de sete passos que mistura filantropia pessoal (estima o quanto doar e como fazê-lo), ativismo local (como cada um pode atuar dentro da sua comunidade) e consciência política (propõe que os cidadãos estejam atentos às ações do governo e pressionem as autoridades políticas para que foquem sua atenção nas regiões mais necessitadas).

Sabemos que há um sentimento de dúvida que persiste no seu inconsciente quando você doa. Como você pode saber que está doando para as causas certas? Como pode saber que as suas generosas doações de tempo e dinheiro, realmente, têm o tipo de impacto que você quer no mundo? Esse é o papel do Institituto Phi, que ajuda potenciais doadores a descobrirem a causa que querem apoiar e, a partir daí, sugere organizações e projetos sérios que estejam dentro do perfil idealizado.O próprio Singer foi um dos primeiros membros da comunidade de doadores Giving What We Can, o que envolve assumir um compromisso público de doar 10% ou mais do seu rendimento para as organizações sociais que mais ajudem pessoas necessitadas.

Seja combatendo a escravidão ou lutando pela igualdade e os direitos civis, cada geração se destacou por elevar um pouco nosso grau de civilidade. Existem ainda muitas conquistas a serem feitas. O livro de Singer mostra isso e faz um convite: que todos nós aproveitemos a oportunidade de ser a geração que conseguiu erradicar a pobreza extrema do planeta.

 

O Instituto Phi assessora, com metodologia pioneira, pessoas físicas e jurídicas que queiram doar com foco e mensuração de impacto. Em três anos movimentou R$ 11,3 milhões para 207 projetos sociais. Recentemente, lançou seu primeiro e-book “6 coisas que você não deve fazer na captação de recursos”, disponível para download gratuito clicando aqui.

Imagem de capa: Nolte Lourens/shutterstock

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