Por que repetições em relacionamentos?

Alguns motivos simples para repetições em relacionamentos…
Quando passamos por algum trauma de abandono ou rejeição- que pode ser algo longínquo e que hoje pareça não ter importância, mas que causou grande impacto no tempo do acontecimento, como morte de alguém querido, diferenças entre irmãos, pais ausentes pelo trabalho etc -, tendemos a travar músculos do corpo, criando couraças de defesas para podermos seguir em frente.

Se isto envolver parte afetiva, sexual, material, como uma separação dolorosa, traição, falência na família ou abandono (abandono não é o que aconteceu e sim como nos sentimos na ocasião, é a sensação de desamparo), podemos travar toda a pélvis, dificultando novas empreitadas e/ou relações. Na verdade é uma programação para não deixar ninguém chegar. De namoros à clientes e amigos.

Além disso: muitas vezes, por apego emocional, mantemos sentimentos de mágoas, como forma inconsciente de nos mantermos ligados. Assim, a energia do outro fica toda acumulada em nossos chakras. No caso de envolver sexualidade, acumulamos muito no chakra umbilical. Isso trará, além de problemas em todos os sistemas endócrino e digestivo, uma reação de afastamento e incapacidade de aproximação em novas relações.

Existe uma memória no corpo. Ainda mais: A primeira hipótese amplia a possibilidade de ocorrer a segunda. Com isso, vamos atrair alguém indisponível ou confuso, pois, energeticamente, também estamos desta forma.

Mais e mais: Se os conceitos morais familiares, religiosos ou socioculturais justificam uma castração – sexo é sujo, dinheiro é sujo – ou se há na família um histórico de repetição deste tipo de dificuldades, inconscientemente teremos apego ao problema.

Mesmo fazendo terapias ou praticando a espiritualidade e buscando o autoconhecimento e transformação, há um alicerce muito fortalecido que sustenta nossa própria identidade e, consequentemente, noção de segurança.
Por isso, além de tomarmos consciência e de querermos mudar, é preciso passar pela compaixão aos antepassados e libertar não somente a nós mesmos, mas à toda a ancestralidade da humanidade e da própria mãe terra para que tenhamos segurança em assumir um novo modelo, de liberdade, de amar o corpo, a saúde, a beleza e a sexualidade, assim como a prosperidade.

É preciso atuar em conjunto corpo*mente*espirito*psiquê*formas-pensamento, de forma multidimensional, ou seja, integrando história individual*coletiva*vidas passadas.
Se nascemos no contexto adequado para os aprendizados de alma – esta que é atemporal, não sofre divisões a cada morte e renascimento – isto é muito justo e apropriado.

Antes de tudo agradecer.
Agradecer estas travas morais, estas rupturas de relacionamentos (não só nossas, mas de nossos pais e antepassados e de toda a história da humanidade) como contexto adequado para nosso despertar e expansão de consciência.
Ao acessarmos este nível de espiral de crescimento é que vamos desapegar das dores como forma de honrar e amar. É que vamos poder honrar nossas escolhas anteriores com amor e acolhimento. E assim, ver que tudo deu certo.

Há seculos, há uma guerra entre masculino e feminino, uma forma pensamento da humanidade inteira. Que se manifesta nas histórias de muitos casais. Então, se ainda somos fantoches muitas vezes desta nuvem de pensamento coletiva, como podemos julgar os casais que vieram antes de nós? Como podemos julgar os companheiros que nos trouxeram sentimentos de dor e desvalorização?

Fomos nós mesmos que os “contratamos” para repetir este sentimento. Até repeti-lo tantas vezes a ponto de decidir sair da ratificação repetitiva de crenças que nutre esta nuvem, para alcançar a libertação e, com amor, com aceitação, com compaixão, com acolhimento ao que chamamos de erros e que agora vemos como bençãos.
Sejamos felizes.

COMPARTILHE
Adriana Mangabeira
Terapeuta e Master Coach, atua com múltiplas ferramentas como consultora e facilitadora de Caminhos pessoal, organizacional ou empreendedora. Através de artigos, palestras, treinamentos, webinários promove respostas, direcionamentos, propósito, fluxo e relacionamentos lúcidos, harmônicos e produtivos.



COMENTÁRIOS