O que fazer quando a vida nos oferece um ou mais limões?

Estou me aventurando em novas atividades e, como aprendi com meu saudoso pai, não é possível iniciar por onde os outros estão terminando, logo, tenho consciência que para atingir um estado de competência e obter resultados satisfatórios a paciência, a perseverança e a resiliência são fatores primordiais, além de uma boa dose de humildade.

Desde que me entendo por gente acredito nisso e na capacidade de suportar e aprender com os meus fracassos sempre foi fator preponderante para os êxitos que obtive ao longo dos meus quase 60 anos.

Mas como podemos aferir se estamos no caminho correto?

Normalmente os resultados obtidos em uma atividade realizada são mensurados de diversas maneiras, através de uma crítica especializada, de uma nota obtida em uma prova, de uma aceitação ou não de um produto colocado no mercado, ou seja, a partir do momento em que nos propomos a realizar algo vamos receber retornos que nem sempre são os esperados, afinal toda ação suscita uma reação. É nesse exato momento que poderemos receber um ou mais limões e a grande questão é o que fazer com eles e quanto tempo levamos para fazer a escolha.

Tem muita gente que pega o limão e espreme nos olhos assumindo uma posição de vítima, pois pensam que assim vão atrair compaixão e colo, isso quando a dor não é tamanha que levam a atitudes inconsequentes e de grande prejuízo para si e para terceiros.

Outros decidem fazer uma ótima limonada, uma caipirinha, ou um delicioso mousse. E é aqui que quero focar e dizer o que se passou comigo neste último final de semana para melhor exemplificar tais situações.

Como disse, estou me aventurando em novas atividades e me comprometi com uma primeira entrega, que a priori cumpri como planejado, deixando o Cliente inteiramente à vontade para criticar e sugerir melhorias no trabalho.

Acontece que as críticas vieram muito fortes e na lata, como eu havia pedido que fosse e aqui começa a brincadeira:

Ao receber as críticas uma batalha começou a ser travada. De um lado minha mente racional e ciente de que tais críticas são importantes para que eu possa melhorar a cada dia, de outro o “ego” se manifestando e percebido numa aceleração dos batimentos cardíacos, pois esse danado está sempre de prontidão para nos defender e ser complacente com nossas ações. Felizmente o período dessa batalha foi muito curto e minha razão prevaleceu sobre o ego, mas nem sempre, ou melhor dizendo, quase nunca é tão fácil assim.

Podem acreditar, seremos testados durante a vida toda e quanto mais cedo aprendermos sobre a natureza de nossas emoções e como lidar com elas, mais rápido evoluiremos emocionalmente e espiritualmente até atingirmos maturidade e sabedoria. Isso leva tempo e demanda muita auto-observação de nossas reações emocionais, para que possamos nos autocorrigir. É um trabalho interno. É preciso que haja assunção de responsabilidade para pagar o preço por nossas escolhas. Só assim poderemos evoluir, só assim nosso “SER” se fortalecerá para “fazer” aquilo que nos propomos com mais integridade!

O que você fará da próxima vez que a vida lhe trouxer limões galegos, sicilianos ou de outras variedades?

Imagem de capa: iravgustin/shutterstock

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José Sérgio dos Prazeres
Administrador de empresas e de mim mesmo. Como bom mineiro “Eu Caçador de mim”.

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