O amor sem forma

Quanto mais estudei sobre o amor mais fui compreendendo as diversas mil facetas que ele tem de se manifestar em nossa vida. Gosto da frase do Osho que diz “Se você ama uma flor, não a colha. Por que se você colhê-la, ela morre e deixa de ser o que você ama. Então se você ama a flor, deixe-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação.”

O amor a gente apenas reconhece. Não domina, não controla. Penso nele como o ar que respiramos: existe, não o vemos mas temos certeza que está lá. Um sorriso pode conter amor, um abraço, uma comida, uma música, um olhar, um presente, um silêncio. O amor pode estar em qualquer coisa ou situação. O amor não tem forma. Enxergo o amor como o melhor estado de espírito que posso estar. O amor é puro! Onde ele está não há medo, dúvida, insegurança, cobrança… é apenas um estado. Quando lemos no jornal que fulano assassinou beltrano porque amava, gente! Isso era qualquer doença mas jamais amor. O amor é fluido, colorido e acontece. Se você tenta prender já está na direção oposta. Ele escorre pelos dedos da mão e você nem se dá conta.

Nos relacionamentos sempre achei um pouco difícil encontrar formas de colocar em prática este desapego e apenas “deixar a flor estar e apreciá-la”. Até o belo dia que conheci um homem que eu não poderia namorar. Ele era tão interessante, tão bonito, tão alegre e eu gostava muito de estar em sua presença. Suas falas me inspiravam. Seus gestos me encatavam. Sua filosofia de vida fazia sentido para mim. Seu gosto musical me fazia dançar. Então cada vez que o via, me sentia hipnotizada.

Eu ficava longos períodos de tempo sem vê-lo porque morava muito longe. Nos falavamos pouco, mas de vez em quando eu recebia notícias como: mensagens simples, algum texto ou uma foto com alguma novidade de sua vida. Parecia piada do universo. As mensagens, os sinais, as inspirações vindas dele chegavam no exato momento que eu mais as precisava. Não nos víamos, não falávamos, não participávamos da vida do outro, mas estávamos de alguma forma conectados. Cheguei até a pensar que ele poderia ser meu anjo da guarda em forma humana. Não era possível aquele fluir tão natural de forma tão sobrenatural.

Apesar de ser um relacionamento físico impossível de se concretizar, encontrei formas de amá-lo que não o namorando. Me bastava as mensagens, as palavras, as músicas, as conversas. Assim, o deixar-me fluir com as sincronicidades entre nós criou uma magia tão incrível que um belo dia falei para mim mesma: Nossa! Isso é o amor em uma de suas diversas facetas.

Se cada ser humano é único e leva um coração dentro de seu peito, imaginem vocês quantos estados de amor deve existir? Cada um de nós é um vasto universo composto por histórias, conhecimentos, experiências… mas todos, 100%, temos o poder de amar. Precisamos do amor. A vida só faz sentido e só nos dá alegria onde há amor. Então deixo aqui a reflexão para você buscar novas e diferentes formas de explorar o amor em sua própria vida, mas lembre-se: o amor não está na posse, mas sim, na apreciação.

COMPARTILHE
Helena Verhagen
Helena é jornalista de formação e escritora por intuição. Nasceu em São Paulo, viajou pelo mundo e agora parou em Lisboa. Em 2015 lançou seu primeiro livro "O Mundo é das Bem-Amadas" que trata sobre o amor próprio e intuição. Vive a vida para contar histórias. Escreve para o seu site, que leva o mesmo nome do livro (www.omundoedasbemamadas.com.br) e outras mídias que abordam sobre o tema autoconhecimento.



COMENTÁRIOS