Não existe isso de utopia quando se trata de legitimar o coração

Venha, o amor está mais à frente. Pode imaginar o quanto é querido? Esculpido de coisas simples e gestos serenos. Eu falo e você escuta. Você fala e eu escuto. É uma troca. E nessa união de sentimentos e presenças, o tempo é nosso aliado. Sem arrependimentos, sem meias palavras. O carinho que aconchega, preenche e reestrutura os corpos com poesia, riscando lábios, transferindo sorrisos.

O amanhã concebido e sentido por nós. Quantos passos são necessários para o descobrimento? Descaminhos criados para caber o tanto que se quer. Fazendo da tua vida o que teu coração te dá. Deixe o passado para depois, amor. Nada de engessar os sonhos e colocá-los numa prateleira inalcançável. Talvez possamos escolher novos olhares para as mesmas vistas. Não existe isso de utopia quando se trata de legitimar o coração. Cada segundo conta carinho, cada minuto conta admiração e cada hora conta respeito. Inteiros sequenciais para suprir os processos incompreensíveis do acaso. Vou vivendo querendo encontrar a outra metade. A meta que completa a sinceridade do amor. Grito e escrevo em urgência. Embaralho palavras na esperança de receber você, onde quer que esteja. Saiba que, de todas as formas possíveis para exemplificar o quanto é precioso o nosso entrelaçar de mãos, nenhuma delas pode mensurar pra onde devo ir quando não as tenho aqui comigo.

Venha, o amor está mais à frente. Pode enxergá-lo? Adiante do não querer lá está. Você silêncio e eu também. É sinestesia. E já não sendo necessárias palavras, meias ou inteiras, o tempo nós é que construímos. Sem arrogâncias. O carinho aquece, invade e finca os corpos com poesia, riscando sorrisos. Os lábios dançam.




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