Muitas vezes, é preciso passar pelo pior para conseguir o melhor

Imagem de capa: Dennis van de Water/shutterstock

Ao contrário da escola, na vida as provas ocorrem antes das lições, porque é a experiência que nos ensina, é a dor que nos fortalece, são as perdas que nos direcionam aos objetivos a serem priorizados.

Uma certeza dessa vida é que nada é fácil, quase nada se obtém sem luta, dedicação, perseverança e atitude. E, ainda assim, manter o que se conseguiu também requer dedicação e entrega, ou tudo se vai. Nada se mantém onde não exista terreno regado, adubado, pois onde ninguém se importa, nada permanece.

A vida aperta e atarracha, acua, recua, puxa e solta, a todo momento, colocando-nos à prova, testando nossa capacidade de levantar de novo, de recomeçar. É assim que vamos ficando mais fortes, mais seguros, valorizando o que e quem realmente importam, deixando de perder tempo com o que não acrescenta, não soma, não enriquece os sentidos.

Muito do que queremos não conseguiremos alcançar, o que nos deixará alquebrados e tristes. Muitas pessoas não nos amarão de volta, o que machucará nossos corações. Muitas pessoas nos decepcionarão, o que nos levará a desistir delas. Com o tempo, porém, retomaremos o querer, o amar, o confiar, pois é tudo isso que nos habilita ao viver.

Ao contrário da escola, na vida as provas ocorrem antes das lições, porque é a experiência que nos ensina, é a dor que nos fortalece, são as perdas que nos direcionam aos objetivos a serem priorizados. Após ter atravessado as escuridões dos erros e das tempestades emocionais, tornamo-nos mais desejosos de alcançar a felicidade que, quando sentida, então nos preenche em toda sua inteireza.

Não existe outra maneira de aprender que não seja atravessando os caminhos que se pretendem, sentindo em si mesmo a dor, o suor e o prazer que toda travessia contém. Não podemos entender o outro, a não ser nos colocando em seu lugar, compreendendo que cada pessoa é única e especial, pois sente de forma peculiar, de acordo com o que vivenciou e possui dentro de si.

Algumas coisas entrarão em nossas vidas tranquilamente, como um amor verdadeiro, um sorriso amigo, olhos que se encontram, pessoas aconchegantes. Outras vezes, sofreremos, cairemos, choraremos sozinhos, agarrando-nos a um tênue fio de esperança, antes de poder sorver com serenidade aquilo que então fará parte de nossas vidas.

Por isso é que não podemos desistir de sonhar, de amar, de sorrir, nem de chorar, porque isso tudo é vida. Isso tudo é prova inconteste de que fomos feitos para durar.

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Marcel Camargo
"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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