Mainha tem sempre razão.

Por Alan Lima

Mãe é o personagem de nossas vidas que mais marca. Primeiro por questões biológicas. O útero nos abriga e nos forma. Lá somos apenas crescimento. Segundo por questão de roteiro. A nossa história progride na medida em que somos envolvidos em seus cuidados.

Mas nem toda mãe ama. É um mito forte aquela história de que “mãe é mãe.” Basta observar o abandono. Não nos cabe também aquela arma de julgamento, porque nada é mais difícil que ser mãe. Há quem não suporte a dificuldade e fuja.

Atire a primeira condenação quem nunca fugiu diante de um obstáculo!

Eu mesmo nasci homem porque não suportaria ter um útero.

A mulher tem um órgão no corpo que gera uma infinidade de outros órgãos. Assustador. Talvez disso nasçam os machismos. O homem tenta diminuir o papel delas na sociedade, pois sabe que é mais frágil. Mal gera os próprios desejos…

Se existe algum sexo fraco e perdido, só pode ser o nosso, meus amigos, e não adianta a gente ficar por aí querendo humilhá-las. Impondo a cor do batom, o tamanho da saia, com quem elas devem sair ou quais pensamentos necessitam ter. Essas agressões só revelam o quanto somos caídos.

Se quisermos levantar, valorizemos as mainhas, inclusive as que decidiram não ter filhos. As que decidiram ser nada do que nossos receios quiseram que fossem.

E se você anda reclamando do preço da gasolina, fica o aviso.

Mainhas são os combustíveis do mundo. Tão caras que o dinheiro se envergonha de tentar comprá-las.

Inspirado em Mainha Me Ensinou de Maria Rita

Na imagem, a saudosa Dona Canô
Na imagem, a saudosa Dona Canô
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Alan Lima
"Escrevo porque fui alfabetizado um dia. Nada é meu, tudo é aprendido. Sou um autor de textos de todo mundo. O meu texto é pra ser isso, é pra ser teu."Um dos editores do Conti Outra e integrante do fan club de gifs de cachorros.



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