Mãe lê mensagem que estimulou filho a cometer suicídio

Amy Briggs, mãe do garoto Daniel, faz um comovente relato de como o bullying matou o próprio filho, aos 16 anos. O garoto amável de La Farge, em Nova Iorque, que cuidava do vizinho com câncer e gostava de caçar, deu um tiro na própria cabeça após receber um SMS de um menino da escola induzindo a vítima a tirar a própria vida.

Segundo Amy, o filho sofreu durante nove anos e não se adaptava na escola.

“Ele não gostava de esportes, gostava de caçar, o que não era algo muito comum entre as crianças na idade dele. Ele tinha dificuldade em achar pessoas que tivessem interesses em comum com ele e isso fez dele um alvo a maior parte do tempo. Começou com palavras, ele era chamado de nomes horríveis. Depois, progrediu para pessoas jogando lixo nele. Daniel levava socos no estômago, era obrigado a lamber a janela do ônibus, era atacado por trás ao entrar no ônibus, era ridicularizado pelas músicas que ouvia. Tudo possível. Eles procuravam qualquer coisinha apenas para fazer a vida dele extremamente infeliz”, afirmou.

A mãe do adolescente explicou que foi um SMS que fez com que Daniel tivesse a coragem de tirar a própria vida.

“Um dos garotos com quem Daniel tinha muitos problemas mandou uma mensagem para ele – eu mesma vi a mensagem.”

Segundo Amy, o SMS dizia: “Porque você não pega uma das suas preciosas armas e faz um favor para o mundo e se mata?” Ele respondeu para aquele mesmo garoto: “Você não precisa mais se preocupar comigo, eu vou para casa e vou me matar”. E o garoto respondeu: “Vai logo ou cala a boca”.

No mesmo dia, o menino falou para algumas pessoas na escola e na rua que iria para casa e se mataria. Segundo relato da mãe, a única pessoa que ele sabia que faria algo foi a última pessoa a quem ele enviou uma mensagem. E a última pessoa para quem ele ligou: seu colega de caça Matt.

Tentativa de socorro

Ele sabia que o Matt tentaria ligar para a família. E ele disse: “Por favor, não ligue para a minha mãe, ela tentará me levar para o hospital”. Ele tentava manter Daniel ao telefone e mandava mensagens para a irmã dele, para que tentasse entrar em contato com os pais da vítima.

Os pais de Daniel estavam no jogo de basquete do outro filho, Michael, quando receberam ligações do pai do amigo do filho. Os dois não conseguiram atendê-lo e, quando chegaram em casa, era tarde demais.

“Eu corri para o quarto dele e vi uma imagem horrível. Eu gritei, corri para fora. Michael pedia o irmão de volta, e eu pedi para os paramédicos meu filho vivo”.

Alerta

Amy Briggs, mãe do menino Daniel, afirmou em relato por vídeo que “queria que ele soubesse o quanto ele importa para tantas pessoas”.

Ela também fez um alerta: “Quando alguém te disser que vai se matar, faça alguma coisa, conte para alguém. Leve a sério.”

“Quando souber que alguém sofre bullying, não fique parado. Você é tão culpado quanto a pessoa que comete o bullying quando você não faz nada”, finalizou Amy, chorando, no vídeo.

Fonte indicada: Pragmatismo Político

COMPARTILHE
CONTI outra
As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos. Sejam sempre bem-vindos! Josie Conti



COMENTÁRIOS