Eu não quero e nem aceito um amor mais ou menos

Para algumas pessoas o fato de estar solteiro (a) é um grande problema. Ainda não entendo a lógica da nossa sociedade que entende que ter alguém é necessariamente sinônimo de felicidade.

Nessa minha vida de solteiro (a) já escutei tantas coisas e percebi que o desespero das pessoas para que eu tivesse alguém em minha vida era tão grande que tentavam me “empurrar” qualquer coisa e esperavam que eu aceitasse.

Quantas vezes não passaram o meu telefone para alguém que eu mal conhecia, tentaram marcar encontro com casais e no final sobrava eu e esse alguém, também solteiro (a). Não tinha assunto, não tinha nada. Apenas a vontade de sair correndo e ir embora daquela cilada. As pessoas achavam que estavam te ajudando, mas a verdade é que eu nunca pedi ajuda.

Você diz que está bem e feliz assim e elas entendem isso como desculpas. Medo de se envolver ou qualquer coisa do tipo. Não aceitam que alguém pode sim estar feliz sem necessariamente estar com alguém. É por isso que essa gente irá cansar de passar o meu telefone, de tentar marcar encontro e de dizer que eu estou escolhendo demais. Quem nunca ouviu um “você vai acabar ficando sozinha (o) desse jeito?” Eu apenas gostaria de entender o que leva alguém a pensar que desespero é sinônimo de amor. Que aquela ânsia em ter alguém irá fazer com que eu encontre alguém para partilhar a minha vida.

Eu não estou escolhendo, porque escolher implica em ter opções e ultimamente eu não tenho tido interesse algum em conhecer alguém. Já tive confesso. Mas a gente cansa de conhecer pessoas superficiais, que pensam na academia, no corpo malhado, prometem mil coisas, mas não conseguem assumir um compromisso. Não conseguem honrar as suas palavras e apenas nos mostram que não vale a pena se envolver.

Corações de pedra – como dizem por ai – também se apaixonam e talvez estejam calejados de tanto acreditar e tentar novamente. O fato de estar bem sozinho (a) não implica que não quero ter ninguém, mas que simplesmente não quero e não aceito um amor mais ou menos. Não quero viver qualquer história por medo de “ficar sozinho”. Amor é compromisso, amor é algo leve, nobre e bonito e eu não aceito qualquer coisa.

Deus me livre viver de migalhas, sofrer com a indiferença de quem está ao meu lado apenas fisicamente. Não quero isso para a minha vida, um amor mais ou menos que não sabe se você é de fato o amor da sua vida, alguém que ignora as suas falas de saudade e que sempre demonstra não estar tão interessado (a). Não quero um relacionamento redes sociais que posta fotos com textão, mas que pessoalmente dispensa o toque físico, os beijos e abraços. Amor sem respeito, sem cuidado, amor sem carinho sem compromisso. Não quero não, obrigada.

Imagem de capa: Joana Lopes/shutterstock

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.

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