Estereótipos de homens e mulheres que a ciência comprova

Os estereótipos de homens e mulheres costumam ser motivo de discórdia. Mas, antes disso, eles já foram usados e reusados para fazer uma infinidade de piadas. Nesse caso, mais do que nunca, essas piadas podem ter um fundinho de verdade.

Homens e mulheres enxergam cores diferentes

Sabe aquela história de que homens misturam meias pretas com meias azuis marinhas e essa diferença fica gritando aos olhos de qualquer mulher? Isso na verdade não é implicância nossa. Ou pelo menos não é só implicância. Homens e mulheres realmente enxergam as cores de um jeito diferente.
O gene para identificar a cor vermelha, por exemplo, só é transportado pelo cromossomo X, o que coloca os homens em uma séria desvantagem para ver o espectro de cores. Afinal, as cores são definidas pela nossa capacidade de perceber o vermelho, verde e azul, e qualquer outra cor que vemos é baseado em combinações entre essas três.
Isso significa que, enquanto os homens, com apenas um cromossomo X, podem não ser capazes de ver o vermelho em tudo, as mulheres e sua dupla de cromossomos X têm uma chance 40% maior de que a sua visão inclua uma extensão mais ampla do espectro de cores – fazendo com que a gente identifique mais tons.

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Mulheres são mais fracas para bebida

É bastante comum a gente ouvir por aí que o álcool é um excelente removedor de calcinhas. E que inclusive pode acabar sendo mais rápido e mais eficaz do que a conversa inteligente, flores ou até mesmo piadas engraçadíssimas. Dê uma dose de tequila a uma menina e ela vai ser toda sua, enquanto os homens podem ficar cara a cara com o funda da garrafa e ainda estarem prontos para qualquer coisa.
Será mesmo que podemos ser reduzidos à rótulos tão vazios como esses?
Segunda a ciência, sim. Mas não é tão ruim quanto parece.
Segundo os pesquisadores, a verdadeira razão pela qual as mulheres não podem/não conseguem acompanhar o ritmo dos homens quando o assunto é bebedeira é porque homens e mulheres têm quantidades diferentes de água em seus corpos. Os corpos dos homens são compostos de cerca de 61% de água, enquanto o das mulheres têm em média cerca de 52%. Parece um dado qualquer, mas isso na verdade significa que a biologia masculina é mais eficiente para “diluir” o álcool ingerido.
O fígado das mulheres também fica devendo. Eles produzem uma quantidade menor da enzima desidrogenase, que é a substância mágica que converte o álcool para um estado inativo e garante que você fique sóbrio a tempo de ir trabalhar no dia seguinte. Sendo assim, as mulheres também sentem os efeitos do álcool muito mais rápido do que os homens.
Esse estereótipo acaba sendo sustentado por uma razão médica. Quem diria, não?

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Mulher no volante, perigo constante

As supostas diferenças entre homens e mulheres no quesito direção são, não preciso lembrar ninguém, pauta para todo tipo de piada. Como aprendemos em incontáveis filmes de Hollywood, os homens têm uma espécie de GPS em suas cabeças e se recusam a pedir ajuda para encontrar um caminho que eles não conheçam. Afinal, esse caminho não existiria.
Assim, se este estereótipo ridículo fosse verdade, então a mãe natureza deu aos homens uma larga vantagem. Risos a parte, vamos ver o que a ciência tem a nos dizer sobre isso.
Vários estudos têm mostrado que os homens heterossexuais são melhores em ambas as direções de navegação por norte-sul e também são melhores do que as mulheres para orientar a si mesmos orientar no espaço tridimensional. Mas por que os homens têm essa percepção espacial e as mulheres não? Dessa vez a resposta não é sexo, e sim comida. Bem, na verdade, são as duas coisas.
Há muito e muitos anos, quando não existiam supermercados e açougues, os homens eram os responsáveis por sair para caçar. Sendo assim, os cientistas acreditam que a testosterona ajudou esses primeiros homens a encontrarem seu caminho de volta para casa depois de um longo dia de caça.
E tem mais. Um pesquisador mapeou os cérebros de mais de 1 milhões de crianças e descobriu que por volta dos 4 anos de idade, os meninos já estavam superando as meninas na habilidade espacial em uma proporção de 4:1. Ele também descobriu que enquanto as meninas iam muito bem ao interpretar duas dimensões no cérebro, os meninos tiveram a capacidade de ver uma terceira dimensão, permitindo-lhes entender o conceito de profundidade em uma idade mais precoce.
O mesmo não é necessariamente verdade para os homens gays, que tendem a navegar como mulheres – diz a ciência.

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Fonte indicada: Hypescience

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