Entrando na Caverna Escura, Profunda

Para “SERMOS” pessoas a caminho da integridade precisamos identificar nossos medos mais profundos e aprender a superá-los. É necessário entrar na caverna escura e profunda de nosso eu interior, onde provavelmente vamos perceber que o conhecimento sobre nós mesmos não é tão claro quanto deveria.

Para exemplificar a afirmação acima vou me basear no episódio V de Guerra nas Estrelas, onde Mestre Yoda faz Luke entrar nos recessos de uma caverna escura, cheia de lodo, serpentes, e onde ele fica face a face consigo mesmo ao se depar com a temível aparição de Darth Vader. A caverna, na realidade, representa seu interior que até então era desconhecido para ele, pois, naquele momento ele não possuía ainda o autoconhecimento, o que certamente interferia em seu autocontrole. É difícil para qualquer um controlar o que não compreende.

O autoconhecimento implica uma compreensão de nossos medos, emoções, hábitos e relacionamentos pessoais. Implica uma compreensão das possibilidades abertas para nós, bem como um sentido realista de nossos limites, de nossas forças, fraquezas e defeitos.

Assim, a exemplo de Luke, quando entramos em nossa caverna, por mais assustadora que seja a experiência, ela nos dá a oportunidade de nos conhecermos verdadeiramente, libertando-nos da ignorância quanto aos aspectos ocultos de nossa própria natureza.

Ao adentrar na caverna, Luke vê, a princípio, sombras da verdade, pois acreditava que seu medo mais profundo fosse o ameaçador Darth Vader. No entanto, depois de travar uma breve batalha com a representação mítica de Darth Vader e decapitá-lo, percebe no interior do capacete que o rosto que o encara é o dele próprio. Nesse momento ele toma consciência de que seu verdadeiro medo é o de ficar maligno por conta de suas fraquezas, que se não trabalhadas o impediriam de se tornar o Jedi que ele tanto desejava ser. Esses medos se baseiam em sua incapacidade de confiar em si mesmo, logo, percebendo e confrontando as implicações desses temores em relação a si próprio, ele é libertado das correntes da ignorância.

Se tivermos consciência de nossas limitações, seremos capazes de corrigi-las e, estando elas sanadas, teremos a estabilidade de caráter que é desejável para que sejamos um SER íntegro como em um Jedi. Afinal, o autoconhecimento permite que sejamos saudavelmente maleáveis diante de forças perigosas internas e externas a nós, sem nos perdermos.

Texto inspirado no filme Guerra nas Estrelas – Episódio V e no livro Star Wars e a Filosofia.

Imagem de capa: Reprodução

COMPARTILHE

RECOMENDAMOS



José Sérgio dos Prazeres

Administrador de empresas e de mim mesmo. Como bom mineiro “Eu Caçador de mim”.


COMENTÁRIOS